Projeto de hospital: conheça quais são os requisitos de estrutura, instalações, organização dos hospitais com esquemas, plantas, modelos 3D para baixar

No nosso artigo anterior introduzimos o projeto de hospitais falando de arquitetura hospitalar: analisámos os tipos, conhecemos as normas de referência e abordámos os critérios de projeto.

Vamos agora completar a nossa análise focando nos elementos técnicos principais a serem tidos em conta no projeto de hospital, em particular dos quartos, e tratando de mobiliário e acabamentos para as salas de espera, bem como de percursos e concepção de espaços.

A nossa análise será acompanhada por um projeto real, que reproduzimos e do qual disponibilizamos aqui para o download o modelo 3D e os documentos técnicos em formato DWG.

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Baixe o modelo 3D BIM (arquivo .edf) do projeto

 

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Projeto de hospital: acabamentos e mobiliário para as salas de espera

Acabamentos

Partições horizontais e verticais, então pisos e revestimentos de parede, devem atender a duas características essenciais nos hospitais: higiene e durabilidade.

Partições horizontais – pisos

Os pisos devem satisfazer as exigências de resistência à intensidade dos fluxos de transporte de matérias e pessoas, bem como à ação agressiva dos produtos para limpeza e desinfeção. Devem, portanto, ser perfeitamente lisos, impermeáveis e antiestático. Além disso, as juntas dos pisos com lajes ou placas devem ser seladas de forma a reduzir a possibilidade de proliferação de microrganismos patogênicos.

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Baixe o arquivo DWG em formato .zip da planta do projeto

Partições horizontais – teto

Geralmente, adotam-se os forros, pois acomodam as instalações técnicas e médicas, além de acolher os sistemas de iluminação. Os elementos constitutivos dos forros devem poder ser removidos para fins de inspeção e manutenção, garantir o conforto acústico e ser certificados para a prevenção de incêndios.

O forro desempenha um papel importante na definição do espaço arquitetônico dos hospitais, pois o olhar dos pacientes deitados nos leitos ou nas macas está prevalentemente virado para cima.
Portanto, ao projetar o forro, é recomendável adotar soluções neutras, coloridas também, que evitem o uso de elementos geométricos repetitivos.

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Partições verticais internas – revestimento paredes

Os revestimentos das paredes internas devem satisfazer os requisitos de higiene, aspecto e facilidade de equipamento. Nos quartos com um cargo de tecnologias médicas significativo (enfermarias cirúrgicas, ressuscitação e terapia intensiva, etc.), é preciso que as paredes acomodem as instalações para que se possa realizar facilmente a inspeção e a manutenção das mesmas.

As juntas entre os painéis da partição vertical devem ser perfeitamente seladas. Quanto às superfícies, é necessário que sejam fáceis de limpar, resistentes a impactos e a agentes químicos de desinfecção, bem como resistentes a arranhões e não porosas. Além disso, devem garantir um nível adequado de isolamento acústico entre ambientes adjacentes.

A utilização de sistemas modulares permite inserir elementos transparentes para facilitar o controle de eventuais ambientes que precisam de uma monitorização constante pelo pessoal de saúde.

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Mobiliário

Em relação ao mobiliário, nas áreas de recepção e espera são essenciais os assentos, que devem ser confortáveis. Eventuais mesas e todas as superfícies de apoio têm que ser suficientemente grandes.

Também é importante ter em conta o tamanho do balcão de recepção e registro, que não pode ser excessivamente alto. É, ainda, adequado excluir todos os elementos que podem ser um obstáculo para a comunicação, tais como vidraças, sistemas de intercomunicação e materiais que despertam sentimentos de distanciamento e frieza.

Ao longo dos percursos e nos espaços de internação, é necessário haver um corrimão para ajudar os pacientes a andar.

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Baixe o arquivo DWG em formato .zip da axonometria do projeto

Ao arranjar o mobiliário, sobretudo nas áreas de passagem, é preciso ter em conta os requisitos de espaço: geralmente, a largura mínima do corredor deve ser de 230 cm para garantir a passagem de dois leitos, ou de um leito com pessoas; para inverter a direção da maca devem ser previstos 300 cm.

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Baixe o arquivo DWG em formato .zip dos cortes do projeto

Outro elemento essencial para proteger as paredes contra possíveis colisões com macas, carrinhos e camas é o protetor de parede em borracha ou PVC, bem como os perfis de alumínio, a ser colocados numa determinada altura da parede. Os revestimentos de parede também devem ser projetados para resistir aos impactos das máquinas de limpeza de pavimentos e aos produtos de limpeza.

Além disso, para proteger os cantos, é necessário posicionar os perfis angulares.Harvey-Pediatric-Clinic_vista em corte isométrica_Edificius_programa de arquitetura BIM

Arquitetura hospitalar: projeto de espaços e percursos

Espaços e percursos

A distribuição dos leitos num quarto hospitalar deve permitir a transferência do paciente do leito para a maca ou a cadeira de rodas, bem como garantir a presença de berços nas maternidades. Além disso, no quarto deve ser garantido o movimento de todos os tipos de carrinhos.

Para enfermarias ortopédicas, o tamanho do quarto deve prever espaços adequados para acomodar o equipamento de tração e permitir o movimento de pessoas com deficiências motoras significativas.

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Baixe o arquivo DWG em formato .zip da elevação do projeto

Arquitetura hospitalar: critérios de projeto dos quartos

Os componentes de mobiliário mínimos para quartos hospitalares são leitos, berços para recém-nascidos e móveis fixos para as instalações sanitárias.

O quarto pode ser destinado a hospitalização única ou múltipla. Neste último caso, é preciso prever divisórias para separar os pacientes, sem que isso impeça ao pessoal de monitorar os ambientes. É, ainda, necessário alterar o tamanho do quarto e o arranjo do mobiliário se o usuário é deficiente ou tem necessidade de se mover com cadeira de rodas.

Além disso, os equipamentos variam nas áreas de ressuscitação e terapia intensiva, nas quais prevê-se um tipo de leito diferente.

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Ao projetar essas áreas, deve-se levar em conta que o paciente está geralmente acamado, continuamente monitorado e conectado a um equipamento de suporte vital ligado a cabeceira da cama e ao teto. O aumento do equipamento requer, portanto, um aumento nas superfícies e alturas. Além disso, o acesso a esses quartos está restringido devido às medidas de assepsia e pode prever áreas de filtragem para se vestir.

Os quartos padrões com um único leito devem incluir um espaço adequado para acolher outro leito ou um sofá cama a fim de acomodar um eventual acompanhante. Isso é essencial sobretudo nas enfermarias pediátricas.

Além do leito, o quarto de hospital deve dispor de armários e mesas de cabeceira, que podem ser fixos, graças às partições internas, ou móveis de produção industrial. Deverão, ainda, ser previstos adequados elementos de separação entre um leito e outro, ou seja, meras cortinas de separação ou verdadeiros elementos de fechamento. Neste último caso, a iluminação com luz natural deve ser garantida também para o leito mais distante da janela.

A área de acesso ao quarto tem que ser estruturada de forma a proteger a privacidade do paciente quando a porta estiver aberta, garantindo sempre a passagem de macas e cadeiras de rodas.

Ao projetar as áreas de internação, é recomendável levar em conta que há pacientes que estão predominantemente deitados. É, portanto, importante adaptar as janelas a fim de garantir a esses pacientes ou às crianças a vista para o exterior. Enfim, para garantir uma altura total mínima do parapeito de 100 cm, os próprios parapeitos das janelas poderiam ser feitos de uma parte inferior opaca, a uma distância de 69 cm do piso, e uma parte superior transparente.

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