A imagem mostra a fachada de uma loja

Projeto de loja de roupa: conheça as linhas guias

Espaço de exposição, iluminação, design, materiais: conheça os elementos fundamentais para o projeto de uma loja de roupa

Realizar o projeto de uma loja de roupa não significa apenas apresentar um sistema de exposição conforme os itens à venda, mas também desenvolver um caminho narrativo que envolva e emocione o cliente, realizar espaços para moldar ideias e estilos de vida e virá-los varejistas capazes de criar ligações com o público-alvo.

Este aprofundamento técnico pretende pesquisar os critérios necessários para realizar projeto de uma loja de roupa por meio de gerenciamento dos espaços, utilização adequada da iluminação, controle dos materiais para mobiliário e acessórios e elevada presença de design contemporâneo. Além disso, iremos disponibilizar um modelo BIM para baixar gratuitamente.

 

A imagem mostra a renderização de uma loja vista a partir do espaço de exposição

Projeto | Espaço de exposição e de vendas

Comércio: princípios gerais

As técnicas de vendas mudam rapidamente para cumprir novas exigências e condições sociais, do território, demográficas.

Qualidade, tamanho e distribuição no território das várias formas de venda dependem amplamente de fatores sócio culturais e organizativos de cada lugar: hábitos sociais nas compras, organização do trabalho e do lazer, expectativas e preferências dos consumidores, diferentes reações aos apelos de vendas, utilização de meios de transporte públicos ou privados.

Além disso, é preciso lembrar que as novas tecnologias e os novos hábitos dos consumidores desempenham um papel central no mundo do varejo, pois transferem o espaço físico da loja para a Internet: isso alinha o mundo real ao virtual e ampla as possibilidades de vendas.

Ao lidar com o projeto de um espaço comercial de tamanho reduzido para a venda de vestuário, vamos analisar as características do comércio varejista.

A distribuição em pequena escala se compõe de unidades comerciais elementares, onde as operações de vendas são gerenciadas com técnicas tradicionais e com contato direto entre cliente e comerciante.

A mais comum entre as várias unidades de venda é a loja, presente tanto nas áreas urbanas centrais, onde tratam principalmente de gêneros especializados, quanto nos subúrbios, onde também lidam com itens de grande consumo.

A imagem mostra a corte transversal de uma loja

Projeto | Corte transversal

Projeto de loja de roupa: design e funcionalidade

Design e funcionalidade são fatores determinantes para projeto e realização de uma loja de roupa.

O design é a ferramenta que molda o caminho narrativo que transfere a mensagem da marca e a sua filosofia, enquanto a funcionalidade define e articula a utilização dos espaços pelos usuários.

Também é fundamental compreender o público alvo de interesse para um certo tipo de produto, para definir ulteriormente as peculiaridades do ponto de vendas. Por exemplo, uma loja dirigida a jovens fãs da moda e do estilo urbano será realizado como espaço multimídia com imagens com amplo poder comunicativo; pelo contrário, uma loja de roupa feminina pede estilo mais sofisticado e elegante.

Ao definir a ideia de varejo moderno, não negligencie os espaços de serviço e os de atendimento. É preciso prever ambientes com design contemporâneo, alinhados com as tendências do mercado, o gosto e o estilo do público alvo; ambientes que sejam envolventes e que consigam atrair clientes por meio de utilização atenciosa do mobiliário.

 

A imagem mostra a renderização de uma loja vista a partir da entrada

Projeto | Perspectiva do espaço de entrada

Da loja para o concept store

A ideia do concept store, espaço experiencial para intercâmbio social e comercial, emerge da própria crise do shopping e da loja de médio tamanho: o shopping é espaço fixo e vinculante, enquanto a loja de médio tamanho não consegue oferecer gama completa de produto, mas ao mesmo tempo é grande demais para ser butique.

O concept store é uma loja que permite que o cliente experimente a exposição e a descoberta da ideia que a empresa pretende transmitir, também graças aos ambientes, à iluminação, às músicas.

A arquitetura da loja é um fator distintivo: se falarmos de uma tendência de vestuário “da rua”, as paredes irão apresentar tijolos ou murais. Na mesma lógica, a loja poderá se apresentar “amiga do ambiente“, “de luxo“, etc.

A colocação de mobiliário de exposição, estantes e acessórios, definida por estudo de marketing, acompanha os clientes em uma experiência emocional, onde a compra testemunha a vontade de pertencer a um microuniverso conceptual.

A iluminação adequada no mundo do varejo é fundamental para criar atmosferas envolventes e ressaltar os produtos. É importante equilibrar as luzes de acento e as de ambiente minuciosamente, para tornar o espaço ambiente agradável e comunicativo.

Ao montar a vitrine também é preciso levar em conta a superfície interna: as lojas de tamanhos maiores optam por vitrines fechadas, que impedem a vista do interior e deixam saborear o que será possível comprar.

Características dos ambientes de vendas

Espaços de vendas

Conforme a norma ABNT 9050, em um sistema de venda totalmente assistida é necessário prever um espaço destinado à parada em frente do balcão de atendimento. Balcões de atendimento acessíveis devem possuir superfície com largura mínima de 0,90 m e altura entre 0,75 m a 0,85 m do piso acabado, assegurando-se largura livre mínima sob a superfície de 0,80 m. Devem ser asseguradas altura livre sob o tampo de no mínimo 0,73 m e profundidade livre mínima de 0,30 m, de modo que a P.C.R. tenha a possibilidade de avançar sob o balcão.

A área livre, finalizada ao percurso, deve garantir ainda circulação adjacente que permita giro de 180 à P.C.R, ou seja, 1,50 m × 1,20 m.

 

A imagem mostra um esquema dos percursos dos clientes dentro da loja

Esquema sistema de vendas assistidas

No sistema de venda com autoatendimento, os produtos podem ser expostos em estantes na parede (1) ou dentro da área de vendas (2) ou em expositores tipo ilha (3):

 

A imagem mostra a colocacao dos expositores dentro da loja

Esquema do sistema de venda com autoatendimento

A largura livre nos corredores de compras deve ser de no mínimo 0,90 m de largura e, a cada 10 m, deve haver um espaço para manobra da cadeira de rodas. Recomenda-se a rotação de 180°, ou seja, 1,50 m × 1,20 m.

Caixas de pagamento acessíveis e dispositivos de pagamento devem possuir superfície de manuseio e alcance visual com altura entre 0,80 m a 0,90 m do piso acabado e devem ter espaço para a aproximação lateral ou frontal para a P.C.R., conforme a seguir:

  1.  para aproximação frontal, deve ser assegurada altura livre sob a superfície de no mínimo 0,73 m, com profundidade livre mínima de 0,30 m. Deve ser garantida ainda circulação adjacente que permita giro de 180 à P.C.R.;
  2.  para aproximação lateral, deve ser assegurada passagem livre de 0,90 m de largura.

 

A imagem mostra a planta em perspectiva de uma loja de roupa

A imagem mostra a planta em perspectiva de uma loja de roupa

Ventilação natural e microclima

Os ambientes de vendas têm que dispor de ventilação natural direito ou de adequadas instalações de ventilação. Para arejamento natural direito, as aberturas têm que apresentar um tamanho maior do que o já previsto para os ambientes de trabalho.

 

A imagem mostra a renderização de uma loja vista a partir do espaço de exposição e de vendas

Projeto | Espaço de exposição e de vendas

Iluminação natural e artificial

Os ambientes de vendas podem ser iluminados por meio de luz natural ou artificial. Até quando eles aproveitarem iluminação natural, têm que ser equipados com instalações de iluminação artificial adequadas, apropriados na intensidade e na qualidade e que não produzam luminosidade excessiva.

Projeto de loja de roupa

O espaço projetado para a loja de roupa é localizado em uma área urbana central, com densidade significativa de outras atividades comerciais. A frente principal da loja de roupa, inserida em um edifício ao estilo neoclássico, acomoda três amplas vitrines em compartimentos com arco de volta inteira; inclusive, uma delas serve de entrada.

O espaço de exposição e de vendas apresenta planta em forma de L, garantindo circulação confortável dos clientes e do pessoal. A área dos provadores fica em um canto mais privado, que também inclui o vestiário do pessoal, o banheiro e uma sala técnica.

No final da sala, terá uma área de estoque de roupas. Os dutos de ar condicionado, juntamente com as linhas de iluminação, definem um caminho aéreo dos componentes das instalações.

 

A imagem mostra a renderização de uma loja vista a partir da sala de atendimento

Projeto | Renderização

Os materiais para pisos e paredes foram selecionados para gerar fortes contrastes, graças às suas características cromáticas e materiais:

  • o piso de concreto (micro cimento), sem fuga e composto por um polímero líquido e uma mistura, foi aplicado com apenas 3 mm de espessura na superfície de passeio e na maioria das paredes perimetrais, criando contraste com as paredes de mármore.
  • O contraste também é ressaltado pela instalação de painéis cobertos em madeira Palissandro, suspensos entre piso e forro, que seguram os expositores em tubular quadrado e esmaltados em preto colocados de jeito variado no espaço comercial. Esses geram vistas em perspectiva dos pontos de fuga acentuados, tornando dinâmicos os ambientes interiores.
  • Móveis modulares, cabides, espelhos, molduras com design simples são relacionados às formas rigorosas e claras dos elementos estruturais, assim como as linhas angulares que correm no espaço, conforme o estilo do projeto todo.
  • Um contraste adicional é realizado por meio dos dutos de ar condicionado que, tratados com cromo polido, criam reflexos que se destacam do forro cor cinza antracite.

 

Download

Confira aqui, disponíveis para o download gratuito, todos os documentos do projeto de supermercado pequeno realizados com Edificius, o programa BIM de arquitetura 3D.

Baixe o modelo 3D BIM (arquivo .edf) do projeto

Slides

Vídeo

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