Villa Mairea de Alvar Aalto, conheça todo o charme de uma das mais famosas casas unifamiliares na descrição técnica e nos arquivos dwg dos desenhos de projeto. Baixe agora

Villa Mairea, exemplo de harmonia e equilíbrio entre edifício e elementos naturais, é considerada uma das mais importantes casas unifamiliares em toda a história da arquitetura mundial, juntamente com Villa Savoye de Le Corbusier, Tugendhat House de Mies van der Rohe e Kaufmann House de Frank Lloyd Wright.

Villa Mairea, assim como Villa Malaparte, é um dos lugares exemplares e míticos da arquitetura moderna.

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Se bem estudar plantas, cortes, fotos e ler textos pode contribuir a conhecer um edifício, é evidente que apenas a experiência direta de um lugar permite apreciar todo o seu charme.

A nossa intenção com este artigo é exatamente fornecer uma contribuição nesse sentido.

Como já fizemos com os nossos artigos de aprofundamento anteriores, também para Villa Mairea iremos fornecer uma descrição técnica e documentos (plantas, elevações, cortes, axonometrias) em formato dwg, que poderão ser imediatamente baixados. Além disso, os arquivos disponibilizados serão acompanhados por imagens, renders e, em particular, pelo modelo 3D do projeto, no qual será possível navegar online através do BIM Voyager a fim de ter uma experiência de visualização muito realista.

O modelo é enriquecido com mobiliário que reproduz alguns dos objetos presentes em Villa Mairea: estes e outros objetos estão disponíveis gratuitamente na Biblioteca de Objetos BIM.

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Baixe o modelo 3D BIM (arquivo .edf) de Villa Mairea

 

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Villa Mairea e Alvar Aalto

Hugo Alvar Henrik Aalto foi uma das figuras mais importantes da arquitetura do século XX, o mestre do Movimento Moderno. Artista multifacetado, Aalto trabalhou como arquiteto, designer e professor universitário; além disso, fundou com a sua primeira esposa a empresa de mobiliário Artek.

Entre os seus inúmeros projetos vale a pena mencionar: o sanatório Paimio, com o mobiliário e a famosa poltrona 41 Paimio, que ainda hoje continua a ser produzida; a biblioteca de Viipuri; a igreja de Santa Maria Assunta em Riola di Vergato (Bolonha); a Maison Carré em Bazoches-sur-Guyonne na França; a sua casa em Munkkiniemi. Em relação ao design, mencionamos o assento 65, o banco 60, a lâmpada A110, o famoso Vaso Savoy e, enfim, uma das suas inovações mais engenhosas: a perna em formato de L.

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Aalto dedicou-se à pintura toda a sua vida, vendo isso como um “exercício estético” útil, e aprendeu mais do que qualquer outro arquiteto as técnicas da colagem inventadas por Braque e Picasso em 1912. Essas técnicas, implicitamente presentes em todas as suas obras desde Paimio em diante, tornaram-se dominantes no projeto de Villa Mairea.

A técnica da colagem permitiu ao arquiteto satisfazer completamente o desejo dos seus clientes: ter uma casa moderna e inequivocamente finlandesa.

“Sempre se deve procurar uma síntese dos opostos… Quase todos os projetos incluem dezenas, frequentemente centenas, às vezes milhares de fatores diferentes e contraditórios, combinados numa harmonia funcional apenas pela vontade do homem. Essa harmonia não pode ser atingida com ferramentas que não sejam as próprias da Arte”.

Trata-se de uma obra moderna que se integra bem na paisagem e na cultura escandinava, à qual pertence e que contribui a redefinir.

Outro aspeto peculiar da técnica da colagem é a significativa atmosfera japonesa, que na Villa Mairea se encontra na combinação dos materiais, na atenção aos detalhes, na mistura de ritmos regulares, nas colunas amarradas, etc.

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Nos mesmos anos em que Wright construía a sua casa na cascada, na Villa Mairea vemos uma arquitetura mais simples e menos vistosa. Esta casa, como a de Wright, fica numa floresta, tem planta em forma de U e é caracterizada por um elemento tradicional da cultura escandinava: a sauna. Além disso, possui uma piscina que evoca a forma dos lagos finlandeses.

Villa Mairea: o lugar e o projeto

A casa fica numa verde colina no oeste da Finlândia, numa pequena clareira rodeada por uma floresta de pinheiros.

Os trabalhos de fundação já tinham começados de acordo com um projeto anterior a 1938. Aalto, no entanto, insatisfeito com o projeto inicial, realizou um novo projeto que convenceu os seus clientes a aceitar.

O objetivo inicial era construir uma vila para passar as férias, escrever, pintar, acolher amigos ou descansar.

O projeto final baseia-se no conceito de um espaço vivo e contínuo (espaço aberto) de 250 metros quadrados, que satisfaz todas as funções da casa e acolhe as coleções de arte do proprietário.

A planimetria deixa entender que Aalto escolheu abandonar a sintaxe racionalista: o piso térreo tem forma de U, enquanto o primeiro andar tem forma de L. No meio do jardim há uma piscina com forma irregular. Além disso, um muro baixo de pedra bruta completa a cerca.

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A villa desenvolve-se em três níveis:

  1. o porão, destinado às instalações e ao subsolo;
  2. o piso térreo, que acolhe a área de estar e se estende até ao jardim;
  3. o nível superior, destinado à área de dormitórios, dividida entre os quartos para pais, filhos e hóspedes.

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A entrada, coberta com um abrigo de madeira, abre-se para um pequeno salão, a partir do qual outra porta leva a uma sala aberta colocada quatro degraus abaixo do nível principal.

A entrada é alinhada com a mesa de jantar. Uma série de estacas de madeira, juntamente com uma parede inclinada, define uma antessala informal entre a sala de estar e a sala de jantar.

A área de estar completa-se com a biblioteca, além da piscina em forma de lago, conectada à casa através de um pórtico com estrutura natural e telhado coberto de grama. No primeiro andar, ainda, fica a área de dormitórios e o estúdio.

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Muito interessante é o estudo da orientação: Aalto coloca para o sul a fachada principal, com o abrigo de entrada, os quartos, a biblioteca, o estúdio e parte da sala de estar; para o leste a cozinha, os espaços auxiliares e os quartos para empregados e hóspedes; para o norte toda a área é fechada pela grande floresta e delimita a piscina; para o oeste, enfim, um espaço mais aberto.

No piso térreo, lugar de vida social, o espaço é projetado de forma a torná-lo tão fluido que o visitante tem a sensação de estar ao mesmo tempo dentro e fora da casa.

Os ambientes do piso térreo são distribuídos em dois níveis diferentes: da entrada o visitante sobe quatro degraus e chega numa grande sala de estar, o centro da casa; esta mesma sala leva ao nível superior, ao exterior e aos vários ambientes coletivos. O mobiliário e os pavimentos contribuem à sensação de estar em ambientes distintos, íntimos.

Continuando para o outro lado da casa, encontram-se um ambiente retangular, muito simples, que acolhe a sala de jantar.

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Junto à sala há outro pequeno ambiente que permite o acesso às áreas de serviço e ao porão.

Quanto ao nível superior, os espaços são fragmentados: há um único caminho caracterizado pela presença de vários corredores.

Aqui também é muito importante a relação com o exterior, exaltado por grandes terraços. Da sala de estar é possível acessar o estúdio ou os dois quartos de casal. Continuando ao longo de um corredor estreito, a perspectiva abre-se para uma sala bem iluminada: a sala de jogos das crianças, conectada aos quartos individuais. A partir daqui é possível acessar outros quartos, destinados aos hóspedes.

As variações no uso dos materiais são uma clara referência à floresta circundante e envolvem as paredes externas da casa, feitas de alvenaria, vidro ou apenas estacas de madeira e enriquecidas com pedra, madeira, tijolos pintados de branco e azulejos azuis.

Também a textura dos tetos e dos pisos é tratada com diferentes cores, materiais e luz, assim como acontece na natureza.

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A própria figura geométrica parece dissolver-se, ao tocar a floresta, com as protuberâncias do primeiro andar ou modulações curvilíneas semelhantes às ondulações da floresta.

A estrutura de suporte, em pilares de aço ou madeira, é disposta de acordo com uma malha que duplica ou triplica os suportes, organizando-os como um diafragma contínuo na entrada e na escada interna.

A iluminação concebida para a casa é muito vária: há um forte equilíbrio entre luz natural e artificial. Na verdade, o design utilizado para a iluminação externa evoca o mundo vegetal.

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