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BrIM Modelagem de Informação de Pontes: revolução na gestão de pontes

Maximizar a eficiência na gestão de pontes com o BrIM (Modelagem de Informações de Pontes) e o BMS (Sistema de Gereciamento de Pontes) otimizando custos, prazos e a segurança. Saiba mais!

O mundo da construção está se transformando rapidamente graças à digitalização. Com a crescente pressão para otimizar custos, cumprir prazos e enfrentar os desafios de sustentabilidade, a inovação é essencial.

Neste contexto, o Building Information Modeling (BIM) revolucionou a forma com a qual os profissionais AECO e as empresas de construção lidam com os projetos, levando a uma melhoria na qualidade das informações de projetos e construções, bem como à uma maior colaboração. No entanto, para o setor de pontes, há um passo adiante: a Modelagem de Informações de Pontes (BrIM).

O que é BrIM, Modelagem de Informações de Pontes?

O BrIM representa uma mudança significativa na abordagem à engenharia de pontes, enfrentando os desafios únicos que este tipo específico de projetos apresenta. Enquanto o BIM provou seu valor em muitos setores, sua aplicação em pontes requer uma adaptação sob medida para atender às necessidades de projeto e construção dessas estruturas. Com o BrIM, supera-se a limitação de uma arquitetura vertical típica do BIM, adaptando-se, de maneira eficaz, às características horizontais das vias de comunicação das pontes. Isso permite uma representação precisa das estruturas físicas e funcionais das pontes, fornecendo um recurso informativo completo que abrange todo o ciclo de vida de uma ponte, do projeto à construção, e à manutenção contínua.

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Os benefícios do BrIM

A adoção do BrIM traz uma série de benefícios tangíveis que impactam positivamente em todos os aspectos do projeto de construção da ponte. Em primeiro lugar, a precisão e a consistência dos dados melhoram a qualidade do projeto, reduzindo erros e otimizando a construtibilidade das estruturas. Isso leva a uma redução nos custos de construção e a aceleração nos prazos de realização do projeto.

Além disso, o BrIM suporta a colaboração de projeto em todas as disciplinas envolvidas no projeto, promovendo um ambiente de trabalho integrado e sinérgico. Isso se traduz em uma maior eficiência operacional e em uma redução das ineficiências no processo de projetação e construção.

Por fim, o BrIM fornece suporte essencial para a manutenção contínua da ponte ao longo de seu ciclo de vida. Os dados precisos e detalhados armazenados em BrIM permitem uma gestão otimizada das intervenções de manutenção, prolongando a vida útil da estrutura e garantindo a segurança e confiabilidade a longo prazo.

Revolucionando a gestão de pontes: o poder do BrIM e BMS

Nesta era da informação e tecnologia, o conceito de Building Information Modeling (BIM) modificou substancialmente vários aspectos dos projetos de engenharia, construção, monitoramento e gestão de recursos infraestruturais, especialmente de pontes. No campo da engenharia de pontes, a Modelagem de Informações de Pontes (BrIM), como uma forma específica do BIM, inclui a representação virtual (Digital Twin) dos recursos das pontes associados a informações geométricas e dados de inspeção não geométricos. O BrIM tem demonstrado um enorme potencial para substituir a documentação tradicional em papel e relatórios escritos à mão pela documentação digital das pontes, permitindo que profissionais e manutentores realizem a gestão das pontes de forma mais eficiente e eficaz.

Integração do BrIM no BMS

Atualmente, grande parte das avaliações do estado físico das pontes são determinadas usando um relatório de inspeção manual produzido por figuras especificamente designadas para isso. Os avanços dos últimos anos permitiram converter esses relatórios em documentos eletrônicos arquivados em sistemas de gestão.

No entanto, pode haver dúvidas sobre a qualidade dos dados adquiridos no desenvolvimento do BrIM, bem como sobre o uso dessas informações para a tomada de decisões corretivas em um sistema de gestão de pontes confiável (BMS), uma vez que elas se baseiam principalmente no conhecimento e experiência dos inspetores envolvidos ou gestores, e de um certo grau de subjetividade. Essas preocupações são razoáveis, uma vez que a confiabilidade dos dados é crucial para determinar a melhor estratégia de reparo ou alocação de orçamento.

Uma solução eficaz para uma inspeção rápida, inteligente e confiável das pontes em relação aos métodos tradicionais pode ser representada pela integração do BrIM derivado do TLS no BMS: dessa forma, também é possível fornecer um banco de dados rico para fins de gestão.

A tecnologia de hoje é capaz de fornecer ferramentas para criar soluções automatizadas que incluem reconstrução 3D, modelagem semântica, modelagem geométrica e de informações de construção. Dispositivos de aquisição da realidade, como o escaneamento a laser terrestre (TLS), a fotogrametria, sensores IoT, são a base da modelagem 3D, permitindo a criação de representações digitais precisas das pontes existentes. A modelagem semântica, embora difícil de automatizar, é fundamental para a rotulagem de subconjuntos de reconstruções 3D em uma taxonomia BIM, lançando as bases para a modelagem geométrica. Aproveitando representações paramétricas e não paramétricas, avanços significativos foram feitos na automatização da modelagem geométrica, acelerando assim o transferimento de nuvens de pontos para o BrIM.

BMS: potencializando a gestão das infraestruturas

Complementar ao BrIM está o Sistema de Gestão de Pontes (BMS), um conjunto sofisticado de ferramentas usadas para supervisionar de forma abrangente as estruturas das pontes. Integrando inspeção, monitoramento da integridade estrutural (SHM) e funções de reestruturação, o BMS permite lidar com as complexidades da gestão de infraestruturas de forma eficaz.

O objetivo do BMS é fornecer ao gestor as informações necessárias para programar de forma otimizada a manutenção e o controle das estruturas do patrimônio, levando em consideração os fatores estruturais, econômicos e sociais.

Na busca por pontes mais seguros e resistes, as inspeções de rotina desempenham um papel fundamental, fornecendo informações sobre a saúde estrutural e facilitando intervenções oportunas. No entanto, as inspeções manuais são trabalhosas e consomem muito tempo, levando à exploração de soluções automatizadas. Com o auxílio de tecnologias de ponta, como gêmeos digitais, BIM, openBIM, GIS, IoT, o BMS permite estratégias de manutenção preditiva e decisões informadas, garantindo a longevidade e segurança estrutural das pontes.

Maximização da eficiência na gestão de pontes: BrIM e os sistemas de manutenção (BMS)

A abordagem inovadora do Building Information Modeling (BIM) no contexto das pontes, conhecida como Modelagem de Informações de Pontes (BrIM), oferece um modelo tridimensional completo que vai além da simples concepção. O BrIM integra um modelo físico inteligente em um ambiente que facilita a interoperabilidade entre as várias fases de projeto e gestão de pontes.

Os sistemas de manutenção de pontes (BMS) baseados em BrIM são amplamente adotados em vários países. Esses sistemas permitem um monitoramento detalhado do deterioramento das estruturas em tempo real, graças à integração de dados de manutenção e informações sobre defeitos nos modelos BIM. Abordagens como as extensões IFC para dados de manutenção e esquemas detalhados de gerenciamento de dados melhoram a eficácia da manutenção, permitindo uma avaliação precisa das condições técnicas das pontes.

No entanto, a implementação generalizada do BrIM para a manutenção de pontes enfrenta desafios significativos.

Estes incluem a necessidade de definir BIM adequados às necessidades específicas dos proprietários e o estabelecimento de procedimentos BIM eficientes para pontes já existentes. Além disso, a complexidade da interoperabilidade entre diferentes softwares BIM comerciais pode criar obstáculos na troca fluida de dados. Lidar com esses desafios requer uma abordagem diversificada e inovadora, especialmente para pontes existentes que não foram originalmente projetadas com BIM. Explorar soluções que vão além das extensões IFC tradicionais pode ser essencial para superar as barreiras atuais e maximizar os benefícios do BrIM na gestão de pontes.

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