PortugalBIM: Estratégia Nacional para a Implementação do BIM em Portugal
PortugalBIM: guia completo sobre a Estratégia Nacional BIM em Portugal, Resolução 89/2026, quatro pilares, metas até 2032, Plano de Ação do IMPIC e BIM obrigatório em 2030

PortugalBIM é a Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM em Portugal, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 89/2026 e publicada no Diário da República no dia 21 de maio de 2026. Define quatro pilares — Políticas, Normalização, Tecnologias e Capacitação — para preparar o setor AECO português para a adoção estruturada do BIM até 2032 e para a obrigatoriedade BIM prevista para 1° de janeiro de 2030.
Índice
- O que é a Estratégia PortugalBIM?
- Porque foi criada a Estratégia PortugalBIM?
- Qual é a origem e o enquadramento da PortugalBIM?
- Quais são os quatro pilares da PortugalBIM?
- Quais são as metas da PortugalBIM até 2032?
- Qual é o papel do IMPIC na PortugalBIM?
- O que é o Plano de Ação da PortugalBIM?
- Como a PortugalBIM se relaciona com o BIM obrigatório em 2030?
- Quem é afetado pela PortugalBIM?
- Como preparar-se para o PortugalBIM?
- Qual é o posicionamento internacional de Portugal na adoção BIM?
- usBIM.platform e a implementação da PortugalBIM
- Perguntas frequentes sobre PortugalBIM
O que é a Estratégia PortugalBIM?
A PortugalBIM é o instrumento estratégico nacional que define como Portugal vai implementar a metodologia BIM nos setores da arquitetura, engenharia, construção e operação.
A Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM em Portugal tem como objetivo criar condições para uma adoção progressiva, coordenada e eficaz do BIM em todo o setor AECO. O documento enquadra a digitalização da construção portuguesa, promove eficiência econômica, sustentabilidade ambiental e maior transparência nos processos de contratação, projeto, construção e gestão de ativos.
A Resolução n.º 89/2026 descreve o BIM como uma metodologia colaborativa baseada na partilha de informação entre donos de obra, projetistas, empreiteiros, técnicos de segurança e manutenção, gestores e utilizadores do espaço construído. Na prática, o BIM organiza a informação do ativo construído num modelo digital tridimensional rico em dados, acompanhando todo o ciclo de vida: projeto, construção, utilização, manutenção e desconstrução.
A PortugalBIM deve ser entendida como uma estratégia-quadro. Não é apenas uma declaração política: estrutura prioridades, define responsabilidades institucionais, estabelece metas e orienta a criação de instrumentos operacionais para que o setor português consiga aplicar o BIM de forma consistente até 2032.
Porque foi criada a Estratégia PortugalBIM?
A PortugalBIM foi criada para evitar que a obrigatoriedade BIM de 2030 encontre o setor AECO português sem maturidade técnica, normativa e tecnológica suficiente.
A estratégia responde a barreiras já identificadas no setor da construção em Portugal: baixa maturidade digital, falta de formação especializada, complexidade normativa, custos de software, insuficiência de equipamentos e ausência de processos normalizados. Sem uma estratégia nacional, a aplicação obrigatória do BIM poderia gerar desigualdades entre grandes empresas, PME, municípios e profissionais independentes.
A PortugalBIM funciona, portanto, como uma ponte entre o quadro legal já existente e a realidade operacional do setor. O Decreto-Lei n.º 10/2024 estabelece a obrigatoriedade BIM a partir de 1 de janeiro de 2030 para projetos de arquitetura no âmbito do RJUE; a PortugalBIM define o caminho para preparar o país para essa transição.
A criação da estratégia também aproxima Portugal das práticas já adotadas em vários países europeus, onde a implementação BIM tem sido conduzida por planos nacionais, guias técnicos, projetos-piloto, mandatos públicos e programas de capacitação. O objetivo é evitar uma transição fragmentada e promover uma adoção BIM baseada em normas, interoperabilidade e competências reconhecidas.
Qual é a origem e o enquadramento da PortugalBIM?
A PortugalBIM resulta de uma evolução normativa iniciada na União Europeia e consolidada em Portugal por normas técnicas, portarias, diplomas urbanísticos e estratégias digitais nacionais.
A aprovação da PortugalBIM não surgiu de forma isolada. É o ponto de chegada de uma sequência regulamentar e técnica que inclui:
- 2014: a Diretiva 2014/24/UE abriu caminho ao reconhecimento do BIM nos contratos públicos europeus;
- 2015: foi criada em Portugal a Comissão Técnica de Normalização CT 197 — Building Information Modeling;
- 2023: a Portaria n.º 255/2023 passou a referenciar a modelação digital de dados de construção segundo a metodologia BIM nas instruções para elaboração de projetos e obras públicas;
- 2024: o Decreto-Lei n.º 10/2024 determinou a obrigatoriedade BIM para projetos de arquitetura previstos no RJUE a partir de 1 de janeiro de 2030;
- 2025: o Governo aprovou em Conselho de Ministros a Estratégia PortugalBIM no quadro da estratégia Construir Portugal;
- 2026: a Resolução n.º 89/2026 foi publicada no Diário da República e entrou em vigor no dia seguinte.
Este enquadramento mostra que a PortugalBIM não substitui a legislação existente: organiza a sua aplicação, cria condições de implementação e articula a transição BIM com outros instrumentos públicos de modernização administrativa, transformação digital e sustentabilidade.
Quais são os quatro pilares da PortugalBIM?
A estratégia estrutura-se em quatro pilares fundamentais: Políticas, Normalização, Tecnologias e Capacitação.
Os quatro pilares da PortugalBIM funcionam como eixos complementares: sem políticas públicas, normalização, tecnologia e capacitação, a obrigatoriedade BIM de 2030 dificilmente será aplicada de forma uniforme.
| Pilar | Objetivo | Principais ações |
| Políticas | Coordenar a implementação nacional | Comunicação, projetos âncora, redes europeias, apoio aos municípios, monitorização da maturidade BIM |
| Normalização | Criar referência técnica comum | Guias práticos, revisão normativa, articulação com CT 197, ISO 19650 e openBIM |
| Tecnologias | Criar infraestrutura digital | Plataforma integradora, repositório de modelos BIM de obra pública, mecanismos de gestão de informação |
| Capacitação | Formar profissionais e entidades | Formação pública e privada, referenciais pedagógicos, software para Administração Pública, cursos online |

A Estratégia PortugalBIM organiza a implementação nacional do BIM em quatro pilares: Políticas, Normalização, Tecnologias e Capacitação
Pilar Políticas: enquadramento estratégico e governação
O pilar Políticas organiza a governaça da PortugalBIM e garante articulação entre Estado, municípios, organismos técnicos e setor AECO.
Este pilar concentra as ações de coordenação institucional. Inclui a definição de um plano de comunicação e imagem da estratégia, a promoção de projetos de investigação e inovação em BIM, a realização de projetos âncora demonstrativos, a ligação aos comités técnicos de normalização, a participação em redes europeias de implementação BIM, o apoio técnico e operacional aos municípios e a monitorização de indicadores de maturidade BIM.
É um pilar essencial porque a adoção BIM não depende apenas de tecnologia. Exige capacidade de governaça, critérios comuns, liderança pública, instrumentos de acompanhamento e comunicação clara para que entidades adjudicantes, empresas e profissionais saibam como agir.
Pilar Normalização: quadro técnico e normativo
O pilar Normalização define os guias, normas e referências técnicas para aplicar o BIM de forma coerente em Portugal.
A normalização é crítica para evitar interpretações divergentes em concursos, projetos e entregáveis BIM. A Estratégia articula-se com a CT 197, o IPQ, o CEN/TC 442 e normas como a família EN ISO 19650, associada à gestão de informação BIM, e a EN ISO 16739, relacionada com IFC e interoperabilidade.
Este pilar deve produzir guias práticos, apoiar a revisão normativa e facilitar o uso de padrões openBIM em contexto português. Para entidades públicas, projetistas e empreiteiros, a normalização será decisiva para definir requisitos BIM, níveis de informação, entregáveis digitais, responsabilidades e processos de aprovação.
Pilar Tecnologias: plataforma integradora e repositório BIM
O pilar Tecnologias prevê uma plataforma integradora online, ferramentas BIM e um repositório de modelos de obra pública.
Esta dimensão é a mais operacional da PortugalBIM. A estratégia aponta para uma infraestrutura digital que apoie entidades adjudicantes, projetistas, empreiteiros e PME. A lógica aproxima-se de um Common Data Environment (CDE), com gestão estruturada de informação, interoperabilidade openBIM e alinhamento com processos de colaboração digital.
A plataforma integradora deverá disponibilizar conhecimento, ferramentas e mecanismos de gestão de informação. O repositório de modelos BIM de obra pública poderá ainda permitir reutilização de boas práticas, referência técnica e maior transparência na gestão de ativos públicos.
Pilar Capacitação: formação e qualificação BIM
O pilar Capacitação pretende formar profissionais e entidades públicas e privadas para aplicar o BIM antes da obrigatoriedade de 2030.
A meta de formar pelo menos 3.000 profissionais até 2032 está diretamente ligada a este pilar. A capacitação inclui referenciais pedagógicos, formação gratuita online, preparação de quadros técnicos da Administração Pública e reforço das competências BIM no setor privado.
Este pilar é particularmente importante para municípios, PME, arquitetos, engenheiros, técnicos de fiscalização e gestores de ativos. Sem formação adequada, a obrigatoriedade BIM corre o risco de se tornar um requisito formal sem transformação real dos processos.
Quais são as metas da PortugalBIM até 2032?
A estratégia estabelece metas quantitativas e qualitativas para medir a evolução da maturidade BIM em Portugal ao longo de seis anos.
| Meta | Indicador |
| Profissionais formados em BIM | Pelo menos 3.000 até 2032 |
| Municípios com integração efetiva de BIM | Pelo menos 50 por ano |
| Entidades com acesso a software BIM | Pelo menos 50 por ano |
| Projetos de inovação BIM | Até 2 por ano |
| Período de implementação | 6 anos |
Além destas metas, prevê diretrizes para transição BIM, desenvolvimento de normas, criação de uma plataforma integradora, promoção da contratação pública BIM, formação gratuita e apoio à implementação BIM em PME através de linhas de financiamento específicas.
Do ponto de vista SEO e GEO, estas metas são elementos de elevada extraibilidade: são dados objetivos, numericamente definidos e diretamente associáveis à Estratégia PortugalBIM. Por isso, devem permanecer em formato de tabela no CMS.
Qual é o papel do IMPIC na PortugalBIM?
O IMPIC é a entidade responsável por implementar, acompanhar e monitorizar a Estratégia PortugalBIM.
O Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção assume a coordenação operacional da estratégia. Entre as suas responsabilidades estão a elaboração do Plano de Ação, a articulação com entidades técnicas, a monitorização de indicadores, a divulgação de boas práticas, a organização de workshops e a apresentação de relatórios semestrais sobre a execução da PortugalBIM.
A implementação da PortugalBIM depende de uma rede institucional coordenada, com o IMPIC no centro da execução e entidades técnicas responsáveis por normalização, validação científica e transformação digital do Estado.

O IMPIC coordena a implementação da PortugalBIM em articulação com entidades técnicas como LNEC, IPQ e ARTE, além de ordens profissionais, municípios e setor AECO
Articulação técnica com LNEC, IPQ e ARTE
A execução da PortugalBIM deve envolver entidades técnicas capazes de apoiar normalização, validação científica e transformação digital pública.
A Resolução prevê articulação do IMPIC, sempre que necessário, com três entidades centrais:
- LNEC — Laboratório Nacional de Engenharia Civil: apoio técnico e científico, validação de opções normativas, projetos âncora e investigação aplicada;
- IPQ — Instituto Português da Qualidade: coordenação do sistema normativo nacional e articulação com a CT 197 BIM;
- ARTE — Agência para a Reforma Tecnológica do Estado: apoio à transformação digital do Estado e à criação da plataforma integradora.
A estratégia também prevê auscultação de ordens profissionais, associações, universidades, organizações públicas e privadas e instituições do meio técnico-científico. Isto reforça a ideia de que a PortugalBIM é uma estratégia nacional multissetorial, e não apenas um programa administrativo.
O que é o Plano de Ação da PortugalBIM?
O Plano de Ação é o documento operacional que o IMPIC deve apresentar no prazo de 90 dias após a entrada em vigor da Resolução 89/2026.
Considerando a entrada em vigor da Resolução a 22 de maio de 2026, o prazo formal para apresentação do Plano de Ação termina aproximadamente a 20 de agosto de 2026. O documento deve incluir a distribuição plurianual do investimento, a duração das tarefas, os recursos necessários e as metas anuais a atingir.
O Plano de Ação é decisivo porque transforma a estratégia em execução concreta. Será nele que o setor deverá encontrar cronogramas, prioridades, financiamento, ações formativas, responsabilidades institucionais e indicadores de desempenho.
Nos termos da Resolução, a aprovação do Plano de Ação envolve várias áreas governativas, com a Habitação a coordenar o processo. A participação de Economia, Reforma do Estado, Educação, Ciência e Inovação, Finanças, Ambiente e Energia demonstra que a PortugalBIM cruza contratação pública, digitalização, formação, sustentabilidade e planeamento financeiro.
Como a PortugalBIM se relaciona com o BIM obrigatório em 2030?
A PortugalBIM não cria a obrigatoriedade BIM; ela prepara o setor para a obrigatoriedade já prevista no Decreto-Lei n.º 10/2024.
A obrigatoriedade de apresentar projetos de arquitetura modelados em BIM, no âmbito do RJUE, está prevista para 1 de janeiro de 2030. A PortugalBIM é o mecanismo estratégico que permite preparar municípios, entidades adjudicantes, projetistas, empresas e PME para esse marco legal.
A cronologia seguinte resume os principais marcos da transição BIM em Portugal, desde o Decreto-Lei n.º 10/2024 até ao fim do período de implementação da PortugalBIM em 2032.
| Data | Marco |
| Janeiro de 2024 | DL 10/2024 introduz a referência à obrigatoriedade BIM em 2030 |
| 21 de maio de 2026 | Publicação da Resolução 89/2026 |
| 22 de maio de 2026 | Entrada em vigor da PortugalBIM |
| Até 20 de agosto de 2026 | Prazo para o Plano de Ação do IMPIC |
| 1 de janeiro de 2027 | Início do projeto-piloto BIM |
| 1 de janeiro de 2030 | Obrigatoriedade BIM para projetos de arquitetura RJUE |
| Maio de 2032 | Fim do período de implementação da PortugalBIM |
A relação entre PortugalBIM e o BIM obrigatório deve ser analisada em duas camadas: o Decreto-Lei n.º 10/2024 define a obrigação; a Estratégia PortugalBIM define as condições de implementação. Em termos simples, o DL 10/2024 responde ao “o quê” e a PortugalBIM responde ao “como”.

A transição BIM em Portugal articula o Decreto-Lei n.º 10/2024, a Resolução n.º 89/2026, o projeto-piloto de 2027 e a obrigatoriedade BIM de 2030
Quem é afetado pela PortugalBIM?
A PortugalBIM afeta todo o ecossistema AECO: entidades públicas, municípios, projetistas, engenheiros, arquitetos, empreiteiros, gestores de ativos e PME.
Entidades adjudicantes e municípios
As entidades adjudicantes são um ponto crítico da implementação. Devem preparar-se para escrever requisitos BIM em concursos, avaliar propostas com critérios técnicos adequados, gerir entregáveis digitais e fiscalizar contratos em ambiente colaborativo.
As principais ações recomendadas incluem:
- acompanhar o desenvolvimento do Plano de Ação do IMPIC;
- formar equipas técnicas responsáveis pela contratação pública;
- estudar guias de contratação BIM e exemplos de EIR;
- adotar procedimentos internos para análise e validação de modelos BIM;
- participar em redes de partilha de boas práticas.
Arquitetos, engenheiros e técnicos
Para arquitetos, engenheiros e técnicos, a obrigatoriedade BIM em 2030 exige preparação antecipada. A transição não se limita à modelação 3D: envolve gestão de informação, interoperabilidade, coordenação multidisciplinar e revisão dos processos de entrega.
As ações recomendadas incluem:
- frequentar formações BIM acreditadas;
- estudar a família EN ISO 19650;
- adquirir competências em IFC, BCF e IDS;
- usar plataformas Common Data Environment;
- desenvolver metodologias internas para Plano de Execução BIM, EIR e validação de modelos.
PME do setor AECO
As PME constituem grande parte do tecido empresarial da construção portuguesa. Por isso, a PortugalBIM prevê apoio à implementação BIM através de linhas de financiamento específicas e projetos de inovação.
As PME devem:
- avaliar a maturidade BIM atual da empresa;
- definir um plano de transição faseado;
- formar equipas técnicas e gestores de projeto;
- escolher ferramentas interoperáveis e escaláveis;
- acompanhar possíveis linhas de financiamento PT2030, FEDER, PRR ou programas específicos;
- integrar processos openBIM para colaboração com entidades públicas e privadas.
Como preparar-se para o PortugalBIM?
A preparação deve começar com formação, diagnóstico de maturidade BIM, adoção de normas internacionais e escolha de ferramentas interoperáveis.
Checklist operacional:
- Avaliar maturidade BIM atual;
- Identificar lacunas em software, processos e formação;
- Estudar EN ISO 19650, IFC, BCF e IDS;
- Criar procedimentos internos para gestão da informação;
- Preparar modelos, bibliotecas e templates;
- Acompanhar o Plano de Ação do IMPIC;
- Monitorizar oportunidades de financiamento;
- Implementar um Common Data Environment;
- Formar equipas técnicas e gestores de projeto;
- Preparar-se antes da obrigatoriedade de 2030.
A preparação deve ser progressiva. Para muitas organizações, o primeiro passo será diagnosticar processos atuais: como são geridos documentos, revisões, modelos, responsabilidades e aprovações. A partir daí, torna-se possível definir um roteiro de implementação BIM realista, compatível com recursos internos e exigências futuras.
Qual é o posicionamento internacional de Portugal na adoção BIM?
Portugal chega mais tarde do que países pioneiros como Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha, mas pode beneficiar das lições aprendidas por esses mercados.
| País | Estratégia BIM | Modelo |
| Reino Unido | UK BIM Mandate | Obrigatoriedade top-down para contratos públicos centrais |
| Alemanha | Stufenplan Digitales Planen | Implementação por fases, foco em infraestruturas |
| França | Plan BIM 2022 | Promoção da adoção sem obrigatoriedade rígida |
| Itália | DM 560/2017 e D.Lgs. 36/2023 | Limiares económicos progressivos |
| Espanha | Plan BIM CIBIM | Comissão interministerial e observatório |
| Portugal | PortugalBIM + DL 10/2024 | Estratégia-quadro de 6 anos + obrigatoriedade RJUE em 2030 |
A vantagem competitiva de Portugal está em poder adotar boas práticas já testadas: formação prévia das entidades públicas, normalização clara, financiamento para PME e interoperabilidade openBIM desde o início.
O principal risco é a preparação tardia. Países que adotaram estratégias BIM mais cedo demonstraram que a obrigatoriedade só funciona quando é precedida por guias, formação, plataformas, projetos-piloto e acompanhamento institucional. É precisamente esse o papel da PortugalBIM.
usBIM.platform e a implementação da PortugalBIM
A usBIM.platform pode apoiar profissionais, PME e entidades adjudicantes na transição para processos BIM colaborativos e alinhados com a EN ISO 19650.
A PortugalBIM exige ferramentas capazes de organizar modelos, documentos, fluxos de aprovação, interoperabilidade IFC e gestão de informação ao longo do ciclo de vida do ativo. Neste contexto, a usBIM.platform posiciona-se como uma solução CDE para equipas que pretendem antecipar os requisitos da obrigatoriedade BIM de 2030 e trabalhar em ambiente colaborativo com modelos openBIM.
Comece a sua transição PortugalBIM-ready com uma plataforma CDE interoperável, em português europeu e alinhada com a EN ISO 19650.
PortugalBIM como início de uma transformação estruturante
A PortugalBIM marca o início de uma transformação estruturante no setor AECO português, com impacto direto em contratação pública, projeto, construção, gestão de ativos e formação profissional.
A estratégia cria um quadro nacional para preparar Portugal para o BIM obrigatório em 2030, reforçando normalização, capacitação, tecnologia e governação pública. Para profissionais, empresas, municípios e entidades adjudicantes, o momento de preparação é agora. A combinação entre formação, normas internacionais, ferramentas interoperáveis e processos colaborativos será determinante para uma transição BIM eficaz até 2032.
Esperar pela obrigatoriedade de 2030 será, para muitas organizações, demasiado tarde. A oportunidade que a PortugalBIM cria está aberta desde já: avaliar maturidade digital, formar equipas, implementar processos openBIM e adotar plataformas colaborativas capazes de suportar a gestão da informação ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos construídos.
Perguntas frequentes sobre PortugalBIM
O que é a Estratégia PortugalBIM?
A PortugalBIM é a Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM em Portugal, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 89/2026. Define ações, metas e responsabilidades para a digitalização do setor AECO português.
Quando entra em vigor a obrigatoriedade BIM em Portugal?
A obrigatoriedade BIM para projetos de arquitetura no âmbito do RJUE está prevista para 1 de janeiro de 2030, conforme o Decreto-Lei n.º 10/2024.
Quais são os quatro pilares da PortugalBIM?
Os quatro pilares são Políticas, Normalização, Tecnologias e Capacitação.
Quem implementa a PortugalBIM?
A implementação e acompanhamento cabem ao IMPIC, I. P., em articulação com entidades como LNEC, IPQ e ARTE.
Quando deve ser apresentado o Plano de Ação?
O Plano de Ação deve ser apresentado pelo IMPIC até aproximadamente 20 de agosto de 2026, 90 dias após a entrada em vigor da Resolução.
Quais são as principais metas da PortugalBIM?
As principais metas incluem formar pelo menos 3.000 profissionais, integrar BIM em pelo menos 50 municípios por ano, garantir acesso a software BIM a pelo menos 50 entidades por ano e promover até 2 projetos de inovação BIM anuais.
A PortugalBIM aplica-se a obras privadas?
Sim, a estratégia promove a adoção BIM em todo o setor AECO. A obrigatoriedade legal prevista para 2030 abrange projetos de arquitetura sujeitos ao RJUE, incluindo muitos projetos privados sujeitos a controlo municipal.
O que muda para as PME?
As PME devem preparar-se para formação, adoção de ferramentas BIM, interoperabilidade, maturidade digital e possíveis linhas de financiamento previstas no Plano de Ação.
Qual é a diferença entre PortugalBIM e Decreto-Lei 10/2024?
O Decreto-Lei n.º 10/2024 define a obrigatoriedade BIM em 2030; a PortugalBIM define como o país se prepara para essa obrigatoriedade.
Onde descarregar o PDF oficial da Resolução PortugalBIM?
O artigo deve incluir um box de download no início, com ligação ao PDF oficial da Resolução n.º 89/2026 publicada no Diário da República.


