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Reforço sísmico

Reforço sísmico: tudo o que precisa de saber sobre reforço estrutural antisísmico

Em que consiste uma intervenção de reforço sísmico? Quantos e quais são os tipos de reforço? Como escolher e como intervir corretamente?

O reforço estrutural antisísmico é um assunto de grande importância, principalmente em áreas onde os eventos sísmicos são mais frequentes.

Neste artigo, exploraremos as diversas técnicas de reforço sísmico de edifícios, fornecendo informações valiosas para o projeto de edifícios cada vez mais seguros.

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Reforço estrutural antisísmico com EdiLus -reforço sísmico

Reforço estrutural antisísmico com EdiLus

O que se entende por reforço estrutural antisísmico

O conceito de reforço estrutural antisísmico é muito amplo e envolve uma grande quantidade de intervenções. Alguns desses podem ser realizados “isoladamente” e garantem um certo grau de proteção contra eventos sísmicos; outros devem ser combinados para otimizar a capacidade de resistência.
Em qualquer caso, o projeto das intervenções deve ser precedido por uma análise cuidadosa do existente que leve em consideração todos os aspectos relacionados com os seguintes temas:

  • tipo de construção, que pode ser monopiso ou multipiso, reflete a distinção natural entre habitações independentes e condomínios;
  • tipo de estrutura portante, que pode ser de alvenaria, de concreto armado, de madeira, etc. Isso influencia diretamente o tipo de intervenção a ser adotada;
  • fundações sobre as quais o edifício repousa podem ser mais ou menos reativas às solicitações sísmicas e, consequentemente, devem ser cuidadosamente avaliadas para determinar o tipo de reforço necessário.

Obviamente, as intervenções também são decididas com base no contexto, ou seja, na zona sísmica em que o edifício está situado. Se a zona apresentar alto risco, é mais provável que o técnico sugira intervenções radicais.

Quais categorias de intervenções podem ser consideradas antisísmicas?

Existem várias categorias de intervenções destinadas a melhorar a capacidade antisísmica dos edifícios:

  1. reparações ou intervenções locais: essas intervenções visam reparar ou substituir elementos estruturais individuais sem comprometer a segurança pré-existente do edifício. Embora não modifiquem a geometria global da estrutura, contribuem para melhorar as condições de segurança.
  2. Melhorias estruturais: essas intervenções são projetadas para aumentar a segurança estrutural existente sem necessariamente alcançar os níveis exigidos por diferentes padrões para novas construções. Podem envolver alterações na rigidez, resistência ou ductilidade da estrutura.
  3. Adequações estruturais: as intervenções de adequação têm o objetivo de levar a segurança estrutural existente aos níveis exigidos por diferentes padrões para novas construções. Essas intervenções podem envolver alterações significativas na geometria e no comportamento de toda a estrutura.

As intervenções locais concentram-se em elementos específicos da estrutura, como vigas, pilares ou partes do piso, com o objetivo de aumentar sua capacidade de deformação e resistência. Por outro lado, as intervenções de melhoria e adequação atuam em toda a estrutura, modificando sua geometria e comportamento para aumentar a segurança antisísmica geral.

Tipos de intervenções de reforço sísmico

Falar sobre reforço estrutural antisísmico significa abordar uma ampla gama de intervenções, cada uma atendendo a necessidades específicas e adequando-se às características do edifício. Aqui está uma visão geral de algumas das principais técnicas utilizadas.

Consolidação de alvenarias

A consolidação de alvenarias é uma intervenção heterogênea que visa tornar as alvenarias mais resistentes às solicitações sísmicas. Essas intervenções podem incluir:

  • amarras: inserção de um quadro metálico;
  • costura metálica: aplicação de dispositivos que unem várias seções de uma parede;
  • aplicação de uma malha cimentícia: para distribuir equitativamente as forças liberadas pelos eventos sísmicos;
  • uso de resinas acrílicas reticuladas: para criar estruturas em forma de malha, úteis no ajuste sísmico.

Suportes e ancoragens

Esse tipo de intervenção é necessário para reforçar elementos estruturais como pilares. Alguns exemplos incluem:

    • aumento das armaduras;
    • confinamento de perfis metálicos;
    • aumento da seção do próprio elemento estrutural.

Consolidação de lajes e estruturas de madeira

O colapso das lajes é um dos principais problemas em edifícios durante um terremoto. As soluções para evitar isso podem incluir:

  • aplicação de sistemas de contraventamento;
  • intervenções cirúrgicas em vigas e lajes;
  • uso de adesivos para reforço, como resinas epóxi.

Instalação de conectores para lajes

Esse tipo de intervenção envolve a instalação de conectores compatíveis com diferentes tipos de estruturas, incluindo as de madeira. Por exemplo, a sobreposição de uma laje fina à estrutura existente.

Reforços em fibra de vidro e fibra de carbono

As fibras de vidro e de carbono oferecem leveza e eficácia no reforço estrutural antisísmico. As etapas para a aplicação incluem:

  1. preparação do suporte a ser reforçado.
  2. Aplicação de primer e adesivo para fixação estrutural.
  3. Posicionamento do tecido de fibra
  4. Impregnação do tecido para aumentar a adesão.

Se deseja saber mais sobre esses materiais, recomendo a leitura do artigo de aprofundamento “Fibras de carbono na construção“.

Reforço estrutural de uma viga com elementos de fibra de carbono

Reforço estrutural de uma viga com elementos de fibra de carbono

Instalação de dispositivos antisísmicos

Os dispositivos antisísmicos distribuem ou absorvem energia sísmica para garantir a segurança dos edifícios. Entre os mais eficazes estão:

  • dispositivos de comportamento não linear;
  • dispositivos de comportamento elástico;
  • restrições dissipativas.

Enchimento de pilares

Essa intervenção consiste na aplicação de perfis de aço que fornecem uma “camisa” ao pilar. Este método é eficaz e relativamente econômico, mas pode resultar em aumento da massa dos pilares e, portanto, redução da área utilizável.

Objetivos e vantagens do reforço sísmico

O reforço estrutural antisísmico não é apenas uma precaução sábia, mas também um investimento que oferece inúmeras vantagens, algumas das quais podem não ser imediatamente óbvias.

Segurança prioritária

A vantagem mais óbvia é, sem dúvida, a segurança dos ocupantes do edifício. Reforçar a estrutura para resistir às solicitações sísmicas pode literalmente salvar vidas humanas. Países como o Japão, que enfrentam regularmente terremotos, demonstram como um planejamento sísmico sólido pode mitigar o perigo de graves consequências.

Redução de danos

Um benefício importante é a redução dos danos materiais resultantes de terremotos menos devastadores. Mesmo que os eventos sísmicos não alcancem níveis catastróficos, os edifícios reforçados antisismicamente tendem a sofrer danos menores, garantindo maior segurança e redução dos custos de reparação.

Aumento do valor do imóvel

Investir no reforço estrutural antisísmico pode aumentar o valor do imóvel. Isso é especialmente vantajoso para aqueles que pretendem vender ou alugar o imóvel. Edifícios que passaram por trabalhos de reforço estrutural são considerados mais seguros e atraentes no mercado imobiliário, permitindo obter um preço de venda ou aluguel superior aos edifícios não reforçados.

Custos relativamente baixos

Apesar de inicialmente parecerem altos, os custos das intervenções de adequação sísmica são frequentemente compensados por incentivos fiscais e financiamentos disponíveis. Esses incentivos tornam as intervenções de reforço antisísmico mais acessíveis e convenientes para os proprietários de imóveis.

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