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Home » Exemplo de projeto BIM » Como projetar estabelecimento de saúde, um guia técnico

Como projetar estabelecimento de saúde, um guia técnico

Como projetar estabelecimento de saúde: requisitos estruturais e de instalações, arranjo dos locais, plantas e modelos 3D para download gratuito

Editorial Team / maio 5, 2026

No nosso artigo anterior, falamos de projeto de estabelecimento de saúde, analisando suas tipologias, normas de referências e critérios de projeto.

Hoje, vamos no focar nos elementos técnicos principais no projeto de um estabelecimento de saúde: nomeadamente, quartos e caminhos, disponibilizando também o modelo 3D do projeto com renders e documentos em DWG. Fique à vontade para baixá-los e editá-los com o software de projeto arquitetônico Edificius que utilizamos na modelagem.

A imagem mostra o render da fachada de uma estrutura de saude

Render do exterior do estabelecimento de saúde – Realizado com Edificius

Baixe o modelo 3D BIM (arquivo .edf) do projeto

Clique aqui para baixar gratuitamente Edificius, o software para projeto arquitetônico

Índice

  • Acabamentos e mobiliário para as salas de espera
  • Projeto de espaços e percursos
  • Projeto de estabelecimento de saúde: critérios de projeto dos quartos

Acabamentos e mobiliário para as salas de espera

Acabamentos

Partições horizontais e verticais, então pisos e revestimentos de parede, devem atender a duas características essenciais nos hospitais: higiene e durabilidade.

Partições horizontais – Pisos

Os pisos devem satisfazer as exigências de resistência à intensidade dos fluxos de transporte de matérias e pessoas, bem como à ação agressiva dos produtos para limpeza e desinfeção. Devem, portanto, ser perfeitamente lisos, impermeáveis e antiestático. Além disso, as juntas dos pisos com lajes ou placas devem ser seladas de forma a reduzir a possibilidade de proliferação de microrganismos patogênicos.

Partições horizontais – Teto

Geralmente, adotam-se os forros, pois acomodam as instalações técnicas e médicas, além de acolher os sistemas de iluminação. Os elementos constitutivos dos forros devem poder ser removidos para fins de inspeção e manutenção, garantir o conforto acústico e ser certificados para a prevenção de incêndios.

O forro desempenha um papel importante na definição do espaço arquitetônico dos hospitais, pois o olhar dos pacientes deitados nos leitos ou nas macas está prevalentemente virado para cima.
Portanto, ao projetar o forro, é recomendável adotar soluções neutras, coloridas também, que evitem o uso de elementos geométricos repetitivos.

A imagem mostra o render das escadas de uma estrutura de saude

Render da clarabóia das escadas – Realizado com Edificius

Partições verticais internas – revestimento paredes

Os revestimentos das paredes internas devem satisfazer os requisitos de higiene, aspecto e facilidade de equipamento. Nos quartos com um cargo de tecnologias médicas significativo (enfermarias cirúrgicas, ressuscitação e terapia intensiva, etc.), é preciso que as paredes acomodem as instalações para que se possa realizar facilmente a inspeção e a manutenção das mesmas.

As juntas entre os painéis da partição vertical devem ser perfeitamente seladas. Quanto às superfícies, é necessário que sejam fáceis de limpar, resistentes a impactos e a agentes químicos de desinfecção, bem como resistentes a arranhões e não porosas. Além disso, devem garantir um nível adequado de isolamento acústico entre ambientes adjacentes.

A utilização de sistemas modulares permite inserir elementos transparentes para facilitar o controle de eventuais ambientes que precisam de uma monitorização constante pelo pessoal de saúde.

A imagem mostra o render da fachada de uma estrutura de saude

Render da fachada – Realizado com Edificius

Mobiliário

Em relação ao mobiliário, nas áreas de recepção e espera são essenciais os assentos, que devem ser confortáveis. Eventuais mesas e todas as superfícies de apoio têm que ser suficientemente grandes.

Também é importante ter em conta o tamanho do balcão de recepção e registro, que não pode ser excessivamente alto. É, ainda, adequado excluir todos os elementos que podem ser um obstáculo para a comunicação, tais como vidraças, sistemas de intercomunicação e materiais que despertam sentimentos de distanciamento e frieza.

Ao longo dos percursos e nos espaços de internação, é necessário haver um corrimão para ajudar os pacientes a andar.

A imagem mostra uma vista em corte isométrico

Vista em corte isométrico – Realizado com Edificius

Ao arranjar o mobiliário, sobretudo nas áreas de passagem, é preciso ter em conta os requisitos de espaço: geralmente, a largura mínima do corredor deve ser de 230 cm para garantir a passagem de dois leitos, ou de um leito com pessoas; para inverter a direção da maca devem ser previstos 300 cm.

A imagem mostra um corte B-B de uma estrutura

Corte B-B – Realizado com Edificius

Outro elemento essencial para proteger as paredes contra possíveis colisões com macas, carrinhos e camas é o protetor de parede em borracha ou PVC, bem como os perfis de alumínio, a ser colocados numa determinada altura da parede. Os revestimentos de parede também devem ser projetados para resistir aos impactos das máquinas de limpeza de pavimentos e aos produtos de limpeza.

Além disso, para proteger os cantos, é necessário posicionar os perfis angulares.

Projeto de espaços e percursos

Espaços e percursos

A distribuição dos leitos num quarto hospitalar deve permitir a transferência do paciente do leito para a maca ou a cadeira de rodas, bem como garantir a presença de berços nas maternidades. Além disso, no quarto deve ser garantido o movimento de todos os tipos de carrinhos.

Para enfermarias ortopédicas, o tamanho do quarto deve prever espaços adequados para acomodar o equipamento de tração e permitir o movimento de pessoas com deficiências motoras significativas.

A imagem mostra a elevacao de uma estrutura

Elevação Sul – Realizada com Edificius

Projeto de estabelecimento de saúde: critérios de projeto dos quartos

Os componentes de mobiliário mínimos para quartos hospitalares são leitos, berços para recém-nascidos e móveis fixos para as instalações sanitárias.

O quarto pode ser destinado a hospitalização única ou múltipla. Neste último caso, é preciso prever divisórias para separar os pacientes, sem que isso impeça ao pessoal de monitorar os ambientes. É, ainda, necessário alterar o tamanho do quarto e o arranjo do mobiliário se o usuário é deficiente ou tem necessidade de se mover com cadeira de rodas.

Além disso, os equipamentos variam nas áreas de ressuscitação e terapia intensiva, nas quais prevê-se um tipo de leito diferente.

A imagem mostra um render

Render vista geral – Realizado com Edificius

Ao projetar essas áreas, deve-se levar em conta que o paciente está geralmente acamado, continuamente monitorado e conectado a um equipamento de suporte vital ligado a cabeceira da cama e ao teto. O aumento do equipamento requer, portanto, um aumento nas superfícies e alturas. Além disso, o acesso a esses quartos está restringido devido às medidas de assepsia e pode prever áreas de filtragem para se vestir.

Os quartos padrões com um único leito devem incluir um espaço adequado para acolher outro leito ou um sofá cama a fim de acomodar um eventual acompanhante. Isso é essencial sobretudo nas enfermarias pediátricas.

Planta do quarto – Edificius

Além do leito, o quarto de hospital deve dispor de armários e mesas de cabeceira, que podem ser fixos, graças às partições internas, ou móveis de produção industrial. Deverão, ainda, ser previstos adequados elementos de separação entre um leito e outro, ou seja, meras cortinas de separação ou verdadeiros elementos de fechamento. Neste último caso, a iluminação com luz natural deve ser garantida também para o leito mais distante da janela.

A área de acesso ao quarto tem que ser estruturada de forma a proteger a privacidade do paciente quando a porta estiver aberta, garantindo sempre a passagem de macas e cadeiras de rodas.

Ao projetar as áreas de internação, é recomendável levar em conta que há pacientes que estão predominantemente deitados. É, portanto, importante adaptar as janelas a fim de garantir a esses pacientes ou às crianças a vista para o exterior. Enfim, para garantir uma altura total mínima do parapeito de 100 cm, os próprios parapeitos das janelas poderiam ser feitos de uma parte inferior opaca, a uma distância de 69 cm do piso, e uma parte superior transparente.

Clique aqui para conhecer Edificius, o software para projeto arquitetônico

Baixe o modelo BIM 3D (arquivo .edf) do projeto de uma estrutura de saúde

 

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