Como projetar um supermercado, o guia completo profissional
Projetar um supermercado: diretrizes para o técnico, com normas, conselhos práticos para otimizar o design interno e externo e exemplo BIM para download

Desenvolver o projeto de um supermercado não significa se limitar, como às vezes acontece, a considerar unicamente a melhor solução expositiva dos produtos nas prateleiras: a projetação, de fato, deve abranger o aspecto distributivo e organizativo dos espaços de fruição.
Daqui a necessidade do estudo e da análise de diversos fatores que, à primeira vista, poderiam parecer não estar correlacionados entre si e com o projeto: o aspecto técnico, o de marketing, social, psicológico. Todos de igual forma intervêm, otimizando nossa intervenção projetual.
Neste artigo, veremos todos os passos a seguir no projeto de um supermercado: da distribuição dos espaços às diferentes tipologias de organização; em conclusão, veremos em um exemplo prático como projetar um supermercado de aproximadamente 300 m².
Índice
- Projetagem de um supermercado: sugestões e conceitos-chave
- Normas de referência
- Os padrões para o projeto de um supermercado
- Arquitetura para o projeto de edifícios destinados a supermercados
- Distribuição e organização dos espaços no projeto de um supermercado
- Dimensões e conselhos
- Dicas para o projeto dos interiores de um supermercado
- Projeto de iluminação de um supermercado
- Dicas para o projeto dos exteriores de um supermercado
- Projeto de mini supermercados
- Projeto de um supermercado: um exemplo prático
- Download
- Video
Projetagem de um supermercado: sugestões e conceitos-chave
A projetagem de um supermercado requer um planejamento cuidadoso que saiba conjugar funcionalidade, eficiência e atratividade para o consumidor. Os supermercados não são simplesmente espaços destinados à venda de bens de consumo, mas verdadeiros ambientes experiencial para o cliente, onde cada detalhe, desde a organização dos espaços até a disposição dos produtos, desempenha um papel determinante para o sucesso. Criar um ambiente que seja não apenas agradável para o consumidor, mas também eficiente para o pessoal, requer uma abordagem estratégica que leve em conta uma multiplicidade de fatores.
Um dos aspectos principais a considerar é a acessibilidade: o layout deve permitir uma fácil entrada e um movimento confortável dentro do supermercado, facilitando o deslocamento dos clientes e dos carrinhos entre os vários departamentos. A otimização dos fluxos internos é igualmente crucial: os corredores devem ser largos o suficiente para prevenir congestionamentos, enquanto a organização dos espaços deve favorecer um percurso fluido e intuitivo para o consumidor.
A disposição estratégica dos produtos, muitas vezes baseada em lógicas comportamentais do consumidor, é outro elemento essencial. Posicionar bens de primeira necessidade em áreas estratégicas pode aumentar a permanência na loja e estimular compras por impulso, favorecendo assim o aumento das vendas.
A escolha dos materiais e a iluminação desempenham um papel de grande importância no design do supermercado. Um projeto bem elaborado, tanto para os interiores quanto para os exteriores, contribui para criar uma identidade visual coerente e reconhecível, tornando o espaço confortável e extremamente acolhedor. Além disso, o uso de tecnologias avançadas, como a iluminação LED, não apenas melhora a atmosfera geral, mas também permite reduzir o consumo de energia, respondendo às crescentes exigências de sustentabilidade ambiental.
Outro aspecto fundamental diz respeito à projetagem das áreas operativas: os espaços de armazenamento, as zonas de carga e descarga e os caixas devem ser posicionados de forma a otimizar a gestão das mercadorias e o fluxo dos clientes. Uma disposição eficiente pode reduzir os tempos de espera e aumentar a produtividade, garantindo um funcionamento fluido e sem contratempos.
Esses diferentes elementos colaboram juntos na criação de uma experiência de compra positiva, transformando o supermercado em um espaço não apenas funcional, mas também acolhedor e agradável para os clientes. No prosseguimento do artigo, examinaremos cada um desses aspectos de forma mais aprofundada e detalhada. No entanto, antes de prosseguir, é importante focar nos padrões e requisitos normativos que devem ser respeitados na projetagem de um edifício destinado à venda de bens de consumo.

Render supermercado – Realizado com Edificius
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Normas de referência
- ABNT, NBR 9050:2005 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos
- ABNT NBR ISO 23953-2:2009 – Expositores refrigerados
- ABNT NBR 12693:2010 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio
- ABNT NBR 5626:1998 – Instalação predial de água fria
- ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2008 – Instalações elétricas de baixa tensão
- ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013 – Iluminação de ambientes de trabalho
- ABNT NBR IEC 60839-1-1:2010 – Sistemas de alarme
- Código de Obras e Edificações da prefeitura de referência. Confira aqui, por exemplo, o código do Município de São Paulo.
Os padrões para o projeto de um supermercado
O projeto de um supermercado deve seguir critérios específicos que garantam a eficiência operacional, a segurança dos clientes e a sustentabilidade do edifício. Os padrões de projeto dizem respeito a uma série de aspectos técnicos e funcionais que influenciam a distribuição dos espaços, a escolha dos materiais e a gestão da energia:
- organização dos espaços: um supermercado deve ser projetado para garantir uma fruição ótima tanto para os clientes quanto para o pessoal. Os espaços de venda devem ser distribuídos de forma lógica, com percursos claros e intuitivos, facilitando o movimento entre os diferentes departamentos. Os padrões do setor preveem uma relação equilibrada entre área de venda, estoque e áreas de serviço, para otimizar o espaço e facilitar as operações de reabastecimento e a logística interna;
- eficiência energética: outro elemento crucial no projeto é a eficiência energética, que se traduz na adoção de tecnologias de baixo consumo, como iluminação LED, sistemas de climatização de alta eficiência e sistemas de refrigeração otimizados. Os padrões incluem também a integração de fontes de energia renovável, como painéis solares, para reduzir o consumo de energia elétrica tradicional e diminuir as emissões de CO2;
- sustentabilidade ambiental: os atuais padrões de projeto exigem o uso de materiais ecocompatíveis e recicláveis, tanto para as estruturas quanto para os acabamentos. É fundamental utilizar materiais sustentáveis e revestimentos de alta eficiência energética para reduzir o impacto ambiental e otimizar o consumo energético. A obtenção de certificações ambientais, como a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), pode garantir elevados padrões de qualidade e sustentabilidade;
- acessibilidade: os padrões de acessibilidade preveem a eliminação de barreiras arquitetônicas, com a instalação de rampas, elevadores e portas automáticas, de modo que cada cliente, independentemente de suas capacidades motoras, possa acessar e se mover facilmente no supermercado;
- segurança e prevenção de incêndios: cada supermercado deve respeitar rígidas normas de segurança para prevenir incêndios e garantir a evacuação rápida em caso de emergência. Os principais padrões preveem a instalação de extintores, alarmes de incêndio, saídas de emergência bem sinalizadas e rotas de fuga seguras, além da compartimentação das áreas de risco para evitar a propagação de eventuais incêndios;
- tecnologias digitais: os modernos padrões de projeto incluem também a integração de tecnologias digitais para melhorar a experiência do cliente. Isso se traduz, por exemplo, na disposição de espaços para quiosques de autoatendimento, na implementação de sistemas de caixa automatizada e no uso de soluções inteligentes para a gestão de filas e fluxos de pessoas.
Arquitetura para o projeto de edifícios destinados a supermercados
Quando se projeta um supermercado, além de garantir o respeito às normas vigentes em matéria de segurança, higiene, acessibilidade e economia de energia, é fundamental considerar uma série de aspectos que garantam a máxima eficiência operacional e uma fruição ótima por parte de clientes e pessoal.
Do ponto de vista arquitetônico, o edifício deve integrar-se harmoniosamente com o ambiente circundante, tanto em termos estéticos quanto funcionais. As dimensões do lote e sua posição devem ser avaliadas com atenção, privilegiando uma localização facilmente acessível tanto para pedestres quanto para veículos, além de estar conectada a vias de comunicação principais e meios de transporte público. Isso melhora a acessibilidade e torna o supermercado um ponto de referência estratégico para os usuários.
A gestão dos espaços internos e externos é um elemento essencial do projeto. As entradas e saídas devem ser claramente visíveis e sinalizadas, para garantir um fluxo de pessoas ordenado e seguro. É indispensável prever estacionamentos suficientemente amplos e bem organizados para assegurar um acesso confortável, enquanto as áreas de carga e descarga de mercadorias devem ser separadas dos percursos reservados aos clientes, otimizando assim os processos logísticos e reduzindo as interferências entre as atividades operacionais e a experiência de compra. Uma clara separação entre as áreas operativas e aquelas abertas ao público contribui para melhorar a eficiência e reduzir potenciais interrupções ou atrasos.
Esteticamente, as fachadas do supermercado podem ser projetadas de modo a integrar-se com a arquitetura local ou, alternativamente, podem ser caracterizadas por um design contemporâneo e distintivo, dependendo do contexto urbano. O uso de materiais sustentáveis (como vidros de alto desempenho, madeira certificada ou revestimentos de baixo impacto ambiental) responde não apenas às normas ambientais, mas também às crescentes expectativas ecológicas dos consumidores.
No que diz respeito à distribuição interna, é importante projetar espaços flexíveis que possam ser facilmente reconfigurados para se adaptar às necessidades futuras do supermercado. Um layout modular permite modificar rapidamente os ambientes sem comprometer a estética ou a estabilidade estrutural do edifício, permitindo que o supermercado evolua com intervenções mínimas e custos contidos.
Distribuição e organização dos espaços no projeto de um supermercado
No projeto de um supermercado, o objetivo é racionalizar a organização dos espaços internos de maneira a maximizar as vendas.
Para isso, é necessário conhecer e interpretar os hábitos dos consumidores de forma a implementar escolhas que possam incrementar as compras por parte dos clientes.

Supermercado – Esquema das funções realizado com Edificius
É amplamente reconhecido que a disposição dos móveis influencia significativamente o comportamento das pessoas durante suas compras.
Por isso, o objetivo deve ser imergir o cliente em uma sensação de bem-estar, prolongando sua permanência no supermercado e favorecendo o número de compras não programadas, os chamados ‘compras por impulso’.
Estes são os principais modelos de layout que podem ser utilizados no projeto de um supermercado.
Modelo em grade
Quando se deve projetar um supermercado, a configuração de móveis mais conveniente é aquela representada pelo modelo em grade.
Trata-se de um tipo de distribuição que apresenta os móveis em paralelo entre si e dispostos de maneira linear, criando, portanto, uma grade.
É o sistema mais utilizado, especialmente no setor alimentício, pois oferece ao vendedor inúmeras vantagens que tornam todo o processo de venda mais eficiente: consegue-se obter uma otimização dos espaços que tende a garantir ao cliente uma maior disponibilidade de produtos e, ao vendedor, um possível aumento dos lucros.
Outra vantagem importante é dada pela simplificação dos aspectos logísticos, pois facilita, por exemplo, o reabastecimento das prateleiras e o controle dos diferentes produtos presentes.
Outros aspectos positivos dizem respeito aos deslocamentos do consumidor entre as várias prateleiras; é possível mover-se e se orientar nos diversos setores com facilidade, criando menos transtornos no ‘tráfego’ e reduzindo os congestionamentos, aspectos que, se mal geridos, podem comprometer a imagem do estabelecimento comercial e, portanto, afetar seus lucros.
Esse esquema, no entanto, apresenta também aspectos negativos que podem influenciar as vendas ou a afluência de clientes.
A extrema racionalização dos ambientes determina que os expositores sejam organizados sempre da mesma maneira, com mínimas variações ao longo do tempo. Isso permite uma fácil memorização por parte dos clientes, que tendem a concluir suas compras programadas em menos tempo, evitando ‘compras por impulso’.
Outro aspecto negativo pode ser representado pela excessiva monotonia da distribuição, dada por questões logísticas, que poderia tornar a experiência mais frustrante para os consumidores e, sobretudo, comunicar a sensação de uma maior importância conferida às necessidades da oferta do que aos interesses da demanda.
Modelo em ilha
Representa um método de organização mais recente e inovador em relação ao modelo em grade.
Esse tipo de distribuição prevê a apresentação dos produtos dispostos em paletes ou em outros suportes localizados em diferentes pontos do supermercado. Geralmente, esse modelo é utilizado por lojas especializadas de pequeno porte, ou por lojas de nicho que tendem a dar, em detalhe, um caráter pessoal de distinção à sua atividade.
O aspecto positivo desse modelo é a maior liberdade para o cliente, que recebe um percurso livre e desvinculado que lhe permite observar todos os produtos dispostos em áreas homogêneas. Essa disposição torna o cliente mais motivado a visitar toda a loja e, com os produtos agrupados por tipo de necessidades, favorece um aumento das compras não programadas (um dos principais objetivos do vendedor). Deve-se também considerar que esse modelo coloca o cliente em primeiro plano, atendendo plenamente suas necessidades.
De negativo, há a organização e a gestão tanto dos espaços quanto dos produtos. De fato, resulta em uma:
- menor otimização dos espaços – no modelo em ilha em comparação com a disposição em grade, em igual superfície, consegue-se colocar um menor número de expositores;
- maiores custos logísticos – isso se dá principalmente pela gestão e organização das prateleiras.
Modelo em anel
Trata-se de um sistema de organização pouco utilizado no projeto de um supermercado.
Consiste em um corredor principal em anel que vai da entrada até os caixas, com caminhos secundários que se ramificam em direção à parte central, para permitir ao cliente visualizar todos os setores. Este ‘anel’ tende a ocupar toda a superfície do ponto de venda, enquanto os caminhos secundários são organizados de forma a tornar acessíveis, da melhor maneira, todos os setores e evitar um superlotamento em poucos pontos.
Modelos mistos
Além desses, é possível imaginar sistemas mistos que integram diferentes tipos entre si, para poder aproveitar e aumentar as vantagens dos modelos analisados.
É o caso do sistema misto entre ‘grade’ e ‘ilha’, onde a racionalidade e simplicidade de organização da grade é combinada com a disposição inovadora da ilha.
É importante especificar que na concepção de um supermercado não existe um modelo melhor que o outro, ou que seja sempre válido; em tudo deve prevalecer o objetivo comercial da atividade, levando em consideração medidas e dimensões.
Dimensões e conselhos
Existem várias normas nacionais e locais que regulamentam o projeto de um supermercado sob o aspecto dimensional.
Do texto único sobre saúde e segurança no trabalho e dos regulamentos de construção municipal podem ser extraídas diversas prescrições necessárias para obter ambientes confortáveis tanto para os clientes quanto para os trabalhadores. A esse respeito, é bom indicar algumas informações úteis para projetar um supermercado:
- altura útil para os locais de nova construção ≥ 3,00 m;
- altura útil para os locais não de nova construção ≥ 2,70 m;
- altura mínima de vias e saídas de emergência – 2,00 m;
- as vias e as saídas de emergência devem permanecer desobstruídas de eventuais obstáculos;
- largura das portas de emergência ≥ 0,80 m (o dimensionamento deve estar relacionado à superlotação do local);
- prever vestiário e serviços sanitários para o pessoal;
- superfície de mezanino destinada à venda ≤ 2/3 da superfície do local;
- altura mínima útil acima e abaixo do mezanino ≥ 2,40 m (para coberturas inclinadas a média das alturas ≤ 2,20 m);
- profundidade do mezanino ≤ 2,5 vezes a menor das alturas anteriormente indicadas.
Em relação à largura dos corredores entre os vários expositores, é útil considerar os aspectos que tornam possível a permanência dos clientes e a atenção à mercadoria mesmo em caso de superlotação dos setores, do espaço disponível e, sobretudo, do espaço que se deseja dedicar a tal fim.

Supermercado – Dimensões corredores
Em linha geral, devem ser considerados os espaços gerais das pessoas e dos móveis:
- pessoa caminhando no corredor – 0,60 – 0,90 m;
- pessoa parada em frente a um expositor – 0,75 – 0,90 m;
- pessoa com carrinho de compras – 0,75 – 0,90 m;
- pessoa em cadeira de rodas ≤ 0,90 m;
- largura do expositor – 0,80 m;
- largura da geladeira – 0,90 m;
- largura da vitrine refrigerada – 1,40 m;
- largura do refrigerador em ilha – 1,40 m;
- largura do contêiner em ilha – 1,20 – 1,40 m;
- largura do balcão – 0,60 – 0,90 m;
- largura das prateleiras – 0,80 m.
Seguindo essas diretrizes, é possível projetar um supermercado da melhor forma.
Dicas para o projeto dos interiores de um supermercado
Agora que analisamos várias configurações para a distribuição e organização dos espaços de um supermercado, juntamente com os requisitos dimensionais, vamos ver algumas dicas práticas para otimizar o projeto dos interiores. Essas medidas podem melhorar a experiência de compra para os clientes e maximizar a eficiência operacional, criando um ambiente acolhedor, seguro e altamente funcional:
- otimize o fluxo de clientes: projete um layout que favoreça um percurso natural através dos vários setores, evitando congestionamentos e garantindo uma experiência fluida;
- implemente uma zonificação temática: agrupe os produtos em áreas temáticas, como frescos, embalados e não alimentares, para facilitar a navegação e aumentar as vendas;
- garanta a acessibilidade: verifique se os espaços são facilmente acessíveis para todos os clientes e utilize corredores amplos para a passagem de carrinhos e carrinhos de bebê;
- crie um design acolhedor: escolha cores quentes e materiais naturais para tornar o ambiente mais convidativo e confortável, estimulando uma permanência mais longa dentro da loja;
- integre áreas de descanso funcionais: preveja espaços onde os clientes possam descansar, como bancos ou áreas para famílias, para melhorar o conforto durante as compras;
- utilize uma sinalização clara e eficaz: implemente uma sinalização bem visível e intuitiva, que ajude os clientes a se orientarem rapidamente e a encontrar o que precisam;
- projetar os espaços para a equipe: assegure-se de que haja áreas dedicadas à equipe, como vestiários e zonas de descanso, para melhorar a produtividade e a satisfação da equipe.
Seguindo essas sugestões, você pode criar um ambiente capaz de atrair os clientes e oferecer uma experiência de compra agradável. Um aspecto fundamental desse projeto é a iluminação, que tem o poder de transformar os espaços e influenciar profundamente a atmosfera do supermercado. Vamos explorar, então, como um projeto estratégico de iluminação pode melhorar ainda mais o ambiente de um supermercado.
Projeto de iluminação de um supermercado
A iluminação desempenha um papel fundamental no projeto dos interiores de um supermercado, pois não apenas garante a visibilidade dos produtos, mas também influencia a atmosfera geral e as decisões de compra dos clientes. A adoção de sistemas de iluminação LED é fortemente recomendada: esses dispositivos oferecem uma significativa economia de energia, uma longa duração e uma luz natural e agradável que valoriza os espaços.
A implementação de soluções energeticamente eficientes não apenas reduz os custos operacionais, mas também contribui para minimizar o impacto ambiental geral do supermercado. É essencial que as escolhas de iluminação garantam uma visibilidade ideal dos produtos, melhorando sua percepção qualitativa e estimulando compras impulsivas.
Para maximizar a eficácia da iluminação, é apropriado combinar fontes de iluminação geral com pontos de luz direcionados para destacar áreas específicas, como aquelas dedicadas a produtos em promoção. O uso de luzes reguláveis e dimerizáveis permite adaptar a iluminação às diferentes necessidades operacionais, criando ambientes acolhedores e funcionais de acordo com a hora do dia e o fluxo de clientes.
Dicas para o projeto dos exteriores de um supermercado
Além dos espaços internos, as áreas externas de um supermercado também desempenham um papel fundamental em garantir um ambiente eficiente, agradável e funcional para os clientes. Aqui estão algumas dicas práticas para otimizar seu projeto:
- preveja uma entrada bem visível: projete entradas bem sinalizadas e facilmente identificáveis para quem chega, tanto a pé quanto de carro. A entrada principal deve ser ampla e acessível, com portas automáticas para facilitar o acesso a pessoas com deficiência ou clientes com carrinhos;
- otimize o estacionamento: crie um estacionamento amplo e bem organizado, com vagas reservadas para deficientes, e garanta uma separação entre o tráfego de veículos e pedestres;
- integre o edifício com o ambiente: projete a fachada do edifício em harmonia com o contexto arquitetônico e urbano, utilizando materiais sustentáveis e técnicas de construção de baixo impacto ambiental. Uma fachada bem projetada e atraente pode se tornar um elemento de atração para os clientes;
- otimize os acessos para pedestres e ciclistas: favoreça a criação de caminhos para pedestres e ciclistas que conduzam diretamente à entrada do supermercado. Crie uma clara separação entre o tráfego de veículos e pedestres, utilizando sinalização e calçadas elevadas para melhorar a segurança;
- crie espaços verdes: integre áreas verdes ao redor do edifício para melhorar a aparência e oferecer zonas de descanso para os clientes, valorizando também a imagem sustentável do supermercado;
- organize a área de carga e descarga: projete áreas dedicadas à carga e descarga de mercadorias separadas dos caminhos para pedestres e das zonas de estacionamento. Essa medida reduz os riscos de interferência com os clientes e otimiza a logística, garantindo eficiência nas operações diárias;
- projetar uma iluminação externa eficiente: preveja uma iluminação externa eficaz e bem distribuída, que garanta visibilidade e segurança tanto no estacionamento quanto ao longo dos caminhos para pedestres. Use soluções de baixo consumo energético para iluminar adequadamente a entrada e as áreas circundantes, melhorando a experiência do cliente também durante as horas da noite;
- posicione placas claras e visíveis: instale placas bem visíveis e iluminadas, que reflitam a identidade da marca e tornem o supermercado facilmente reconhecível à distância.
Projeto de mini supermercados
Embora estejamos acostumados a imaginar o supermercado como um ambiente de grandes dimensões, muitas vezes é necessário organizar uma atividade de venda no varejo em espaços mais restritos, como no caso de mini supermercados ou lojas de bairro. Nesses contextos, o projeto deve focar na otimização dos espaços, maximizando tanto a funcionalidade operacional quanto a experiência do cliente. Vamos ver algumas dicas práticas para gerenciar melhor um mini supermercado:
- otimize a disposição dos espaços: em um espaço limitado, é essencial projetar um layout que utilize cada metro quadrado de forma eficiente. Escolha um percurso de fluxo contínuo para guiar os clientes por toda a loja sem criar congestionamentos, favorecendo o máximo uso do espaço disponível;
- priorize os produtos essenciais: nos mini supermercados, é importante selecionar cuidadosamente o sortimento de produtos, concentrando-se nos itens mais solicitados. Reduza a profundidade da gama e organize as prateleiras de modo a oferecer uma variedade reduzida, mas direcionada, garantindo ainda assim a satisfação das necessidades principais dos clientes;
- use prateleiras verticais e modulares: a verticalidade é um elemento chave para otimizar o espaço em um mini supermercado. Prateleiras altas e modulares permitem aproveitar ao máximo o espaço sem comprometer a usabilidade. Prefira soluções que permitam uma fácil reorganização para se adaptar rapidamente a novas necessidades;
- organize áreas multifuncionais: em espaços reduzidos, é útil integrar áreas multifuncionais que possam desempenhar mais atividades, como uma área de promoções que também funcione como exposição temporária de produtos sazonais ou em oferta. Essa abordagem reduz a necessidade de espaços dedicados e mantém a flexibilidade operacional;
- utilize a tecnologia para melhorar a gestão do espaço: sistemas de pagamento automatizados, caixas de autoatendimento e tecnologias digitais como displays para promoções podem reduzir a necessidade de grandes áreas para a equipe e simplificar o fluxo de trabalho, permitindo que os clientes realizem suas compras de forma rápida e eficiente;
- aproveite a iluminação e o design para ampliar visualmente o espaço: uma iluminação bem planejada, com o uso de cores claras e superfícies refletivas, pode ajudar a fazer o espaço parecer mais amplo e acolhedor. Evite a sobrecarga visual e utilize móveis minimalistas que mantenham o ambiente organizado e espaçoso;
- garanta uma acessibilidade fácil: mesmo em um mini supermercado, a acessibilidade para todos os clientes é essencial. Preveja corredores suficientemente amplos para permitir a passagem de carrinhos e pessoas com deficiência, garantindo uma boa mobilidade dentro do espaço reduzido.
Projeto de um supermercado: um exemplo prático
O exemplo que propomos é o projeto de um supermercado de pequenas dimensões inserido no tecido urbano, precisamente no andar térreo de um edifício residencial.
A superfície total é de cerca de 300 m², desenvolvido em um único nível, organizado nas diferentes funções que compõem a estrutura e que a seguir serão listadas.

Planta supermercado – Realizada com Edificius
O interior do local foi pensado para criar um percurso em “U”, permitindo ao cliente visualizar o maior número possível de produtos. Por esse motivo, a entrada e a saída estão localizadas no mesmo lado.
Na entrada, estão alocados, em um espaço apropriado, os carrinhos de compras. O percurso se desenrola ao longo de corredores dispostos em 6 fileiras paralelas com largura de 1,80 m, onde estão dispostos os diferentes produtos à venda.
No fundo do balcão de frios e queijos, também dimensionado de forma a garantir um espaço confortável para os funcionários. Atrás do balcão de frios, na parte de trás do edifício e separado do restante da loja, encontram-se as áreas destinadas aos funcionários, ou seja, o estoque, um pequeno escritório, o vestiário e os banheiros.
Para completar o percurso, estão alocadas as caixas, posicionadas diretamente em direção à saída de forma a facilitar o fluxo dos clientes e evitar congestionamentos desnecessários.
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Baixe gratuitamente o modelo BIM 3D (arquivo .edf) do projeto
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Slides como projetar um supermercado


