Glossário do BIM: termos e acrônimos que você precisa conhecer
A coleta dos acrônimos mais recorrentes do BIM: aqui está o glossário que te explica todas as siglas que você deve conhecer para se orientar melhor no mundo do BIM

Se você está se aproximando do mundo do BIM, provavelmente se depara frequentemente com uma multitude de palavras e acrônimos difíceis de lembrar e, às vezes, até mesmo de compreender. Por isso, proponho um breve glossário onde reuni os principais acrônimos do BIM, com suas respectivas definições, que você deve absolutamente conhecer.
Se você está iniciando a transição para o BIM, é fundamental acompanhar um conhecimento aprofundado da terminologia com o uso de softwares especializados. Para um fluxo de trabalho realmente baseado em BIM, aproveite ao máximo as potencialidades dessas duas recursos fundamentais:
- um software de projeto 3D BIM, que permite criar modelos digitais detalhados e precisos, integrando todas as informações necessárias para gerenciar cada aspecto do projeto, desde o planejamento até a construção. Esta ferramenta é a base para visualizar, analisar e otimizar seu trabalho em um ambiente tridimensional rico em dados;
- uma plataforma de colaboração BIM, que permite compartilhar e coordenar informações em tempo real com todos os membros da equipe. Com esta tecnologia, você pode garantir uma comunicação fluida, reduzir erros e sobreposições, e assegurar que cada ator envolvido tenha acesso às informações mais atualizadas.
Adotar essas ferramentas não só transformará sua abordagem ao projeto, mas permitirá melhorar a qualidade dos resultados, respeitar prazos e custos, e enfrentar os projetos de forma mais eficiente, inovadora e coordenada.
Índice
O acrônimo BIM e os acrônimos do BIM
O termo BIM, acrônimo de Building Information Modeling, tornou-se um conceito fundamental na indústria da construção. O BIM representa uma abordagem inovadora ao planejamento, construção e gestão de edifícios e infraestruturas.
Essa abordagem baseia-se na utilização de modelos digitais tridimensionais que integram uma série de informações (arquitetônicas, estruturais, de instalações, temporais, geoespaciais, construtivas, etc.), as quais permitem uma visão completa e detalhada do projeto. Não se trata apenas de simples modelagem gráfica, mas de um processo colaborativo que envolve diversos profissionais do setor, como arquitetos, engenheiros, construtores e gestores, com o objetivo de otimizar o ciclo de vida de um edifício, melhorar a gestão de custos e reduzir erros na fase de execução.
Quando se fala de BIM, é importante saber que o acrônimo não se limita a descrever exclusivamente um modelo tridimensional, mas indica um processo inteiro de gestão das informações. Existem numerosos acrônimos relacionados ao BIM que é fundamental conhecer para compreender plenamente a linguagem técnica utilizada no setor. Essas terminologias, muitas vezes específicas de determinadas fases do projeto ou de tecnologias particulares, são essenciais para quem opera no contexto BIM, pois simplificam a comunicação entre os profissionais e garantem um fluxo de informações claro e eficaz.
Por exemplo, o acrônimo BEP (BIM Execution Plan) e LOD (Level of Development) referem-se a ferramentas de fundamental importância que permitem uma gestão estruturada e direcionada do projeto. Como veremos melhor a seguir, o BEP define as modalidades de utilização do BIM durante o projeto, enquanto o LOD estabelece o nível de detalhe requerido em diferentes fases do planejamento e construção.
Outro exemplo significativo é o IFC (Industry Foundation Classes), um formato de arquivo aberto para a troca de modelos BIM. Este padrão facilita a interoperabilidade entre diferentes softwares e profissionais, e garante que as informações sejam transferidas de forma precisa e sem perda de dados. Graças ao IFC, os profissionais colaboram mais efetivamente em projetos complexos, reduzem o risco de erros e melhoram a comunicação entre os vários atores envolvidos.
É importante notar que muitos dos acrônimos BIM derivam do inglês, sendo o BIM um conceito nascido em países anglófonos. Portanto, é fundamental conhecer esses termos não apenas para aplicá-los corretamente, mas também para garantir uma interação eficaz em contextos internacionais.
Compreender o vocabulário BIM
Conhecer o vocabulário BIM é fundamental não apenas para o correto desenvolvimento do projeto, mas também para garantir que todos os membros da equipe tenham uma compreensão comum dos objetivos, das técnicas e dos processos envolvidos. Uma boa compreensão do vocabulário BIM facilita a comunicação e reduz a possibilidade de erros e mal-entendidos durante todas as fases do ciclo de vida do projeto.
Por exemplo, se uma equipe não está alinhada sobre os significados de termos como LOD (Level of Detail) ou LOD (Level of Development), podem surgir divergências sobre o que esperar de um modelo BIM em uma determinada fase do projeto. Outro exemplo prático diz respeito ao uso de IFC: sem uma clara compreensão do formato, a transferência de dados entre diferentes softwares pode resultar incompleta ou até mesmo inutilizável.
Além da necessidade de conhecer esses termos para o correto funcionamento do projeto, a familiaridade com a terminologia BIM é fundamental também para uma gestão ótima do tempo e dos custos. O termo Value Engineering (VE), por exemplo, representa um processo de otimização do projeto, no qual se analisam os vários componentes para reduzir os custos sem comprometer a qualidade. Conhecer e aplicar corretamente esses conceitos é essencial para obter resultados eficientes e sustentáveis.
A formação contínua, através de cursos ou atualizações, é uma parte importante do percurso para dominar o vocabulário BIM. Como a indústria da construção está em constante mudança, novos termos e acrônimos são introduzidos regularmente. A abordagem BIM evolui em resposta a novas tecnologias, softwares e métodos de trabalho, portanto, é fundamental que os profissionais permaneçam atualizados sobre os novos desenvolvimentos.
Terminologia e abreviações BIM: um glossário BIM
A terminologia do BIM inclui um amplo repertório de termos técnicos e conceitos fundamentais que vão além dos simples acrônimos, abrangendo metodologias, processos e práticas essenciais para gerenciar as informações dentro de um projeto de construção. Dispor de um glossário BIM bem estruturado é fundamental para se orientar na linguagem especializada do setor e para compreender plenamente as dinâmicas que governam os projetos baseados no BIM. Esses termos, de fato, não são apenas ferramentas de comunicação, mas verdadeiros elementos-chave que facilitam o alinhamento entre os vários atores envolvidos, assegurando coerência e clareza em cada fase do processo.
Um glossário BIM estruturado pode facilitar a interoperabilidade, um princípio central do BIM. Tomemos o exemplo do IFC (Industry Foundation Classes), um padrão para a transferência de dados entre softwares BIM. Compreender o que representa o IFC e como utilizá-lo corretamente é crucial para evitar erros na exportação e importação dos modelos. Este padrão permite que profissionais que utilizam plataformas de software diferentes colaborem efetivamente, reduzindo riscos e ineficiências.
Além da comunicação interna da equipe, o conhecimento da terminologia BIM é indispensável para se relacionar com clientes e stakeholders.
A importância de um dicionário BIM não se limita à comunicação, mas se estende também à formação e ao crescimento profissional. Conhecer os termos mais comuns e seus significados ajuda os profissionais a se orientarem entre normas, padrões técnicos e melhores práticas do setor, promovendo uma gestão mais consciente e estratégica dos projetos. Além disso, a maestria dessa terminologia é fundamental para quem opera em contextos internacionais, onde o BIM é frequentemente utilizado como linguagem universal para a indústria da construção.

A terminologia do BIM
A lista dos principais acrônimos do BIM
Apoio à compreensão da terminologia BIM, abaixo você encontrará uma lista detalhada dos principais acrônimos utilizados. Uma espécie de pequeno vocabulário para consultar quando necessário, que buscaremos ampliar e precisar ao longo do tempo, também acolhendo indicações, sugestões e necessidades que você desejar nos informar.
| ACM | Architectural Construction Model – Modelo BIM orientado aos aspectos arquitetônicos da construção. |
| AEC | Architecture, Engineering and Construction – Expressão comumente utilizada em âmbito internacional para indicar o setor da construção. |
| AIA | American Institute of Architects – www.aia.org |
| AIM | Asset Information Model – No âmbito do processo BIM, as várias equipes de projeto criam os respectivos modelos informativos que se enriquecem à medida que as fases do projeto avançam, até a entrega do modelo completo (federation dos modelos) ao proprietário ou usuário final. O modelo de dados assume o nome de “Modelo Informativo do Bem” ou AIM, uma vez que o projeto é entregue e completo. O AIM é para gerenciar, manter e operar o bem realizado. |
| AIR | Asset Information Requirements – Define os Requisitos Informativos do Asset ou bem imóvel para o início da colaboração disciplinada pelo contrato de empreitada e para o controle da qualidade do produto. É uma ferramenta específica de direcionamento que está na base da celebração de um contrato. |
| APEX | Advanced Planning and Execution – Abordagem avançada ao planejamento e à execução, integrável com processos BIM. |
| AR | Augmented Reality – Realidade aumentada aplicada para sobrepor o modelo BIM ao ambiente físico durante a construção e manutenção. |
| AS-BUILT | O modelo as-built representa a realização efetiva de um edifício ou infraestrutura, incluindo todas as modificações feitas durante a construção em relação ao projeto original. É essencial para a gestão e manutenção futura. |
| AUTHORING | Processo de criação ou modificação de um modelo BIM através de softwares especializados para projetar e modelar edifícios ou infraestruturas. |
| BCF | BIM Collaboration Format: Desenvolvido em 2009 e mantido pela buildingSMART International, é um formato de arquivo que tem o objetivo de simplificar a comunicação e a troca de informações entre profissionais que colaboram no mesmo modelo BIM. Trata-se de um formato aberto que permite a adição de comentários, notas, sinalizações e imagens a um modelo BIM em formato IFC. Tudo é gerido através de uma plataforma que “registra” quem e quando, adicionou uma nota e um comentário durante a fase de projeto e execução. É, portanto, um formato de intercâmbio não utilizado para comunicar informações geométricas, mas de caráter gráfico/descritivo capaz de ilustrar e facilitar as questões a serem resolvidas, contornando formatos e fluxos de trabalho proprietários. |
| BEP | BIM Execution Plan – Trata-se de um documento elaborado pelo contratante que ilustra em detalhe como os aspectos do modelo informativo do projeto serão considerados na execução das fases projetuais e realizadoras; em outras palavras, o BEP é a resposta do contratante aos requisitos contidos no EIR. Operacionalmente, deverão ser elaborados dois tipos de BEP: o BEP pré-contrato (por parte de cada licitante) e o BEP pós-contrato (a cargo do vencedor da licitação) |
| BIM | Building Information Modeling // Model // Management – Acrônimo cujo significado evoluiu ao longo do tempo. A acepção hoje universalmente aceita é Building Information Modeling, em referência ao processo de projeto, construção e gestão de um edifício (ou uma infraestrutura – mais geralmente uma obra de engenharia) realizado utilizando informações eletrônicas orientadas a objetos. |
| BIM COLLABORATION | Colaboração entre profissionais e disciplinas através do BIM. |
| BIM INTEGRATION | Integração dos processos e modelos BIM nos fluxos empresariais. |
| BIM WORKFLOW | Conjunto de etapas e interações entre equipes, ferramentas e processos que utilizam o BIM para alcançar os objetivos do projeto. |
| BMS | Building Management System – Sistemas de gestão do edifício integrados com dados BIM para otimizar a eficiência operacional. |
| BOQ | Bill of Quantities – Computo métrico derivável diretamente do modelo BIM. |
| bSI | Building SMART International – Organização internacional sem fins lucrativos, aberta e independente. A associação é estruturada em “Capítulos Regionais” (em representação de estados ou grupos de estados), e reúne profissionais empresários, proprietários e/ou gestores de patrimônios imobiliários, produtores de software e de material de construção, agências governamentais, entidades de pesquisa, etc. Sua missão é influenciar o desenvolvimento da economia da indústria da construção através da criação e disseminação de padrões abertos e compartilhados, que facilitem a troca de dados relacionados à construção entre os diversos operadores do setor. Promotora do padrão IFC. Nascida com o nome de International Alliance of Interoperability (IAI), posteriormente mudou sua denominação. www.buildingsmart.org – www.buildingsmart-tech.org |
| BSI | British Standard Institution – Entidade de normalização da Grã-Bretanha. Fundada em 1901, é a mais antiga entidade de normalização do mundo – www.bsigroup.com |
| CAD | Computer Aided Design//Drawing//Drafting – Setor da informática que se ocupa do desenvolvimento de tecnologias de software destinadas a apoiar a atividade de elaboração de desenhos técnicos ou, de forma mais geral, do projeto. (projeto assistido por computador // desenho técnico assistido pelo computador). |
| CAPEX | CAPital Expenditure – Despesas de capital. Para um operador econômico representa o fluxo de caixa saindo para a realização de investimentos em ativos imobilizados de natureza operacional (investimentos em capital fixo). Em outras palavras, trata-se do compromisso financeiro que será necessário para a construção de um bem imóvel. |
| CDE | Common Data Environment – Fonte única de informações para um determinado projeto ou imóvel. É um ambiente informático estruturado utilizado para coletar, gerenciar e distribuir todos os dados relativos ao projeto ou ao bem de interesse. |
| CIC | Construction Industry Council – Entidade representativa de organismos profissionais, organizações de pesquisa e associações empresariais do setor da construção britânica. Fundada em 1988, desempenha um papel relevante pela amplitude de representação e pelo compromisso no desenvolvimento do BIM na Grã-Bretanha. – www.cic.org.uk |
| CIM | City Information Modeling – Extensão do BIM para a modelagem e gestão das infraestruturas urbanas. |
| CLASH DETECTION | Técnica utilizada para identificar e resolver interferências ou conflitos entre as diferentes disciplinas (arquitetura, estruturas, instalações) dentro do modelo, reduzindo erros na fase de construção. |
| CLASH DETECTION REPORT | Relatório que documenta os conflitos identificados nos modelos federados durante o processo de detecção de conflitos. |
| COBie | Construction Operations Building Information Exchange – Formato para a troca de informações não gráficas, necessárias à fase de gestão do patrimônio imobiliário construído. Definido em 2007, teve uma atualização aprovada em 2010 (COBie2); em 2011 foi inserido pelo NIBS dentro do National BIM Standard (NBIMS-US). Dispõe de formatos adequados à leitura automática e humana. O uso do formato COBie, em resumo, permite a compartilhamento de todas as informações úteis à gestão do imóvel, mantendo todas as correlações recíprocas graças à estruturação das mesmas dentro da planilha xml. O uso desse instrumento revela-se particularmente importante também no contexto da avaliação de custos, atividade fundamental do facility management, pois permite avaliar a conveniência dos investimentos destinados à gestão dos bens imóveis; a identificação das escolhas de gestão dos patrimônios imobiliários baseadas nesse parâmetro necessita, de fato, de dados o mais confiáveis possível, assim como de métodos para dar sistematicidade e ordem a esses dados, a fim de otimizar os recursos disponíveis, atividade na qual a abordagem BIM representa hoje uma ferramenta de elevada eficácia. |
| COLLABORATIVE WORKING | Princípio fundamental do BIM que enfatiza o compartilhamento e o coordenamento das informações entre todos os membros do projeto, melhorando a eficiência e a qualidade. |
| CONSTRUCTION MANAGEMENT | Aplicação das metodologias BIM para planejar, coordenar e monitorar os processos de construção, reduzindo riscos e ineficiências. Para aprofundar, leia: “O que é o gerenciamento de construção?“. |
| CONSTRUCTION SEQUENCING | Uso do BIM para simular e planejar a ordem das atividades de construção, minimizando atrasos e otimizando o uso dos recursos. |
| COORDINATION MODEL | Modelo combinado que integra várias disciplinas (arquitetura, engenharia, instalações) para garantir a coerência e o coordenamento entre as diferentes partes. |
| DATA DROP | Momento em que os dados relativos ao projeto são entregues ao cliente ou a outras partes interessadas, muitas vezes em correspondência a fases específicas do ciclo de vida do projeto. |
| DATA VALIDATION | Processo de controle da qualidade e da coerência dos dados BIM em relação aos requisitos do projeto. |
| DIGITAL TWIN | Réplico digital de um edifício ou infraestrutura que se atualiza em tempo real através de sensores e dados operacionais, melhorando a gestão e a manutenção. Para aprofundar, leia: “Digital Twin: o que é, como funciona, quais são os benefícios”. |
| DXF | Drawing eXchange Format – Formato de arquivo utilizado para exportação e importação de dados entre programas CAD |
| EIR | É o documento de início da obra e define os requisitos básicos relacionados à troca de informações entre contratante e contratado. Constitui o documento de referência substancial para a troca informativa na fase contratual e durante toda a duração do projeto. Nas UNI 11337, é chamado de Capitolato Informativo. Através do EIR, a organização proponente tem a oportunidade de definir:
Para aprofundar, leia: Exchange Information Requirements: o que é o EIR no BIM?. |
| ERP | Enterprise Resource Planning – Tipo de software voltado para o planejamento dos recursos empresariais e destinado a uma eficiência dos processos decisórios dentro de uma empresa. Em geral, nesses softwares é possível integrar todos os principais procedimentos empresariais: desde vendas, gestão de compras, estoque, clientes, até gestão contábil e fiscal, etc. |
| EU | European Union – União Europeia |
| FEDERATED MODEL | Combinação de vários modelos disciplinares em um único ambiente de trabalho para garantir a coerência do projeto, mantendo a independência das disciplinas individuais. Para aprofundar, leia: “Modelos federados BIM, o que são“. |
| FM | Facility Management – É a gestão do patrimônio imobiliário em sua acepção mais ampla, ou seja, tanto do ponto de vista material (manutenção ordinária e extraordinária de estruturas e instalações) quanto imaterial, ou seja, dos serviços (limpeza, portaria, etc.) para a adequada utilização e manutenção do valor e/ou da renda expressável. |
| GEOREFERENCING | Processo de ligação do modelo BIM a coordenadas geográficas reais, garantindo que o edifício esteja posicionado corretamente no contexto territorial. |
| GIS | Geographic Information System – Sistemas de georreferenciamento integrados com o BIM para análise territorial e contextual. |
| HANDOVER | Processo de transferência das informações e do modelo BIM da equipe de projeto e construção para a equipe de gestão e manutenção do edifício. |
| IAI | International Alliance of Interoperability – Acrônimo hoje superado, utilizado pela atual “building SMART International” (bSI). Derivado do nome da associação em sua criação (1995 – “Industry Alliance of Interoperability”), assumiu o significado de “International Alliance of Interoperability” após uma primeira modificação do nome da associação, ocorrida em 1996. |
| ICT | Information and Communication Technology – Tecnologia da Informação e Comunicação |
| IDM | Information Delivery Manual – Desenvolvido pela buildingSMART International, é uma metodologia para a definição dos processos e respectivos fluxos de informações durante todo o ciclo de vida de uma construção. |
| IDP | Information Delivery Planning – É o plano que define a programação da gestão das entregas e é elaborado na fase de formulação da proposta para ser posteriormente detalhado após a atribuição do contrato. Representa uma etapa fundamental para o sujeito encarregado e é pré-requisito para a elaboração da proposta, do plano de gestão informativa (BEP) e para a verificação da correta execução da obra (elaboração do PIM). A solicitação do IDP no Capitolato Informativo (CI/EIR), como parte integrante da proposta, garante uma maior capacidade de escolha e controle por parte do sujeito proponente (appointing party), na fase de adjudicação, e obriga cada sujeito concorrente/encarregado a formular planos de gestão informativa cuidadosamente verificados em razão de seus prazos efetivos, capacidades reais e recursos disponíveis e utilizáveis. É composto por:
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| IFC | Industry Foundation Classes – modelo estruturado de dados (editado pela building SMART International), orientado a objetos, aberto, público e independente de qualquer fabricante de software. Recebido na norma ISO 16739, é o formato de troca de dados mais difundido entre aplicativos BIM. |
| IFD | International Framework for Dictionaries – Desenvolvido pela buildingSMART International, é um dicionário internacional cujo objetivo é esclarecer de forma inequívoca definições e significados relacionados a entidades, produtos e processos da indústria da construção. (veja art. “BIM e IFC: a interoperabilidade dos softwares e o buildingSMART International” ) |
| INFORMATION MODEL | Representação completa de todos os dados relacionados ao projeto, organizados em um formato acessível e utilizável. |
| INTERDISCIPLINARY COORDINATION | Gestão e coordenação entre as várias disciplinas de projeto (arquitetura, estruturas, instalações) para garantir a coerência do modelo BIM. |
| INTEROPERABILITY | Capacidade de diferentes plataformas de software e sistemas de se comunicarem e trocarem informações BIM sem perda de dados. |
| IOT | Internet das Coisas – Sensores e dispositivos conectados ao modelo BIM para monitoramento e manutenção em tempo real. Para mais informações, leia: “O que é o IoT no BIM”. |
| IPD | Integrated Project Delivery – Abordagem colaborativa que utiliza o BIM para alinhar os interesses de todas as partes envolvidas no projeto, melhorando a eficiência e reduzindo conflitos. |
| ISO | International Organization for Standardization – Entidade Normativa Internacional, não governamental e independente, constituída em Londres em 1946; atualmente a Secretaria Central está localizada em Genebra. A ISO é uma rede composta exclusivamente por organismos de normalização nacional, um para cada país, e conta neste momento com 163 membros. – www.iso.org |
| IT | Tecnologia da Informação |
| ITC | Tecnologias da Informação na Construção |
| LOD | Level Of Definition // Development – Acrônimo comumente utilizado e que compreende o nível de detalhe do modelo (LoD) e o nível de informações do modelo (LOI). Em outras palavras, o nível de desenvolvimento é definido tanto com base nos atributos gráficos quanto não gráficos. |
| LOD | Level Of Detail – Nível de Detalhe do Modelo, indica o conteúdo gráfico do modelo, em cada fase prevista do seu desenvolvimento. |
| LOI | Level Of Information – Nível Informativo do Modelo, indica o conteúdo NÃO gráfico do modelo, em cada fase prevista do seu desenvolvimento. |
| MAINTENANCE PLANNING | Planejamento da manutenção dos edifícios utilizando os dados do modelo BIM para prever e otimizar intervenções futuras. |
| MEP | Mechanical, Electrical and Plumbing – Expressão comumente utilizada em âmbito internacional para indicar os aspectos de instalações nos projetos de engenharia civil. |
| MODEL CHECKING | Verificação automática da coerência, qualidade e conformidade do modelo em relação a padrões e requisitos específicos do projeto. Para mais informações, leia: “Model checking no processo BIM: formatos padrão, requisitos e criticidades“. |
| MODELING | Processo de criação de um modelo digital que representa um edifício ou uma infraestrutura, incluindo informações geométricas, estruturais e funcionais. Pode ser desenvolvido com diferentes níveis de detalhe com base na fase do projeto. |
| MVD | Model View Definition – Desenvolvido pela buildingSMART International e objeto de certificação internacional por ela emitida, a “vista do modelo” define um subconjunto do formato IFC que é necessário implementar nos softwares para atender aos requisitos de troca de dados de um processo ou atividade definida, descrita no “manual para troca de informações” (IDM). |
| NBIMS-US | National BIM Standards – United States – Diretrizes e orientações estadunidenses, elaboradas pelo NBIMS-US Project Committee, uma iniciativa da buildingSMART Alliance, que por sua vez é um dos comitês do National Institute of Building Sciences. |
| NIBS | National Institute of Building Science – O National Institute of Building Science é uma organização não governamental sem fins lucrativos dos EUA, autorizada pelo Congresso dos EUA em 1974. O instituto está localizado em Washington D.C. e reúne representantes do governo, das profissões, da indústria e dos consumidores com o objetivo de identificar e resolver problemas ou potenciais problemas que dificultam a realização de construções seguras, a custos acessíveis para habitação, indústria e comércio. O instituto é organizado em uma série de conselhos e comissões permanentes, incluindo a “building SMART Alliance” – www.nibs.org |
| NIST | National Institute of Standards and Technology – Agência do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Frequentemente lembrada por um documento, emitido em agosto de 2004 (Cost Analysis of Inadequate Interoperability in U.S. Capital Facilities Industry) relacionado aos custos da inadequada interoperabilidade entre os diferentes setores na indústria da construção dos EUA, citado em numerosos seminários e conferências sobre BIM, a fim de apoiar a viabilidade econômica de sua adoção. – www.nist.gov |
| O&M | Operação e Manutenção – Gestão operacional de um edifício ou infraestrutura utilizando dados BIM para melhorar eficiência, segurança e desempenho. |
| OIR | Organizational Information Requirements – Requisitos informativos de uma organização utilizados como base para o BIM. |
| OPEN BIM | Abordagem que promove o uso de formatos de arquivo abertos e interoperáveis, como IFC, para favorecer a colaboração entre diferentes disciplinas. Para mais informações, leia: “open BIM o que é e como colocá-lo em prática“. |
| OPERATION PERFORMANCE | Avaliação e otimização do desempenho de um edifício durante sua fase operacional, utilizando dados BIM para monitorar consumo de energia, conforto e manutenção. |
| OPEX | OPerational Expenditure – Despesas operacionais. Para um operador econômico, é o custo necessário para gerenciar um produto, um negócio ou um sistema. Em outras palavras, trata-se dos custos de O & M (Operação e Manutenção), ou seja, custos operacionais e de gestão. |
| PARAMETRIC MODELING | Abordagem de modelagem que utiliza parâmetros e regras para definir a geometria e as propriedades dos objetos, permitindo atualizações dinâmicas ao modelo com base nas alterações dos dados. |
| PAS | Publically Available Specification – Normas britânicas editadas em um estágio de avaliação pública, e emitidas para fornecer uma resposta rápida a necessidades específicas de determinados setores produtivos. As PAS da série 1192 (parte 2, 3, 4, 5), concebidas como desenvolvimento e evolução da BS 1192:2007+A3:2016, foram publicadas em resposta à necessidade do governo britânico de implementar a adoção da metodologia BIM na indústria nacional da construção. Estão disponíveis para download gratuito em knowledge.bsigroup.com/categories/building-information-modelling-bim |
| PIM | Project Information Model – No âmbito do processo BIM, as várias equipes de projeto criam seus respectivos modelos informativos que se enriquecem à medida que as fases do projeto avançam, até a entrega do modelo completo (federation dos modelos) ao proprietário ou usuário final. O modelo de dados assume o nome de “Modelo Informativo da Construção” ou PIM durante a fase de projeto e construção. |
| PIR | Project Information Requirements – É uma ferramenta de planejamento que define os Requisitos de Informação do Projeto que a organização estabelece. É fortemente dependente do projeto e indica quais informações são necessárias para gerenciar adequadamente o projeto. Pode abranger diferentes áreas de desenvolvimento do contrato:
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| PROCESS OPTIMIZATION | Simplificação e melhoria dos processos de projeto, construção e gestão através do uso do BIM. |
| QTO | Quantity Take-Off – Extração automática das quantidades de materiais e componentes diretamente do modelo BIM para fins de orçamentação e suprimento. |
| QUALITY ASSURANCE | Processo destinado a verificar se o modelo BIM e as informações relacionadas atendem aos padrões de qualidade e aos requisitos do projeto. Para saber mais, leia: “O que é a garantia de qualidade na construção?“. |
| RACI | Responsibility Assignment Matrix – Matriz utilizada na gestão de projetos para definir papéis e responsabilidades. |
| REALITY CAPTURE | Integração no BIM de dados coletados em campo através de tecnologias como laser scanner ou drones, para representar com precisão o existente. |
| RENDERING | Criação de imagens fotorrealistas a partir do modelo BIM, utilizadas para apresentar o projeto a clientes ou partes interessadas. |
| RIBA | Royal Institute of British Architects – www.architecture.com/RIBA |
| ROI | Return of Investment – Retorno sobre os investimentos. Índice de rentabilidade sobre o capital investido. |
| SCAN TO BIM | Processo de criação de um modelo BIM baseado em levantamentos físicos obtidos a partir de digitalizações a laser ou fotogrametria. Para saber mais, leia: “Scan to BIM, do levantamento laser scanner ao modelo BIM”. |
| SIMULAÇÃO | Uso do modelo BIM para simular aspectos como a construção, o desempenho energético ou a segurança, a fim de otimizar o projeto. |
| UNI | Instituto Nacional Italiano de Normalização – O Instituto Nacional Italiano de Normalização, fundado em 1921, é uma associação privada sem fins lucrativos reconhecida pelo estado e pela União Europeia. A UNI representa a Itália nas organizações de normalização europeias (CEN) e mundiais (ISO). www.uni.com |
| VDC | Virtual Design and Construction – Método de projeto e construção virtual baseado em BIM. |
| VE | Value Engineering – Abordagem sistemática voltada a melhorar o valor de um projeto ou produto, otimizando a relação entre funcionalidade e custo. No contexto do BIM, a abordagem VE utiliza os dados do modelo para identificar soluções de projeto que reduzem custos e aumentam a eficiência sem comprometer a qualidade ou o desempenho. |
| CONSTRUÇÃO VIRTUAL | Uso do BIM para simular virtualmente o processo de construção, identificando e resolvendo problemas antes do início efetivo das obras. |
| VISUALIZAÇÃO | Criação de representações gráficas do projeto para melhorar a compreensão e o envolvimento das partes interessadas. |
| VR | Realidade Virtual – Realidade virtual para imersão e visualização nos modelos BIM. Para saber mais, leia: “VRI, a realidade virtual imersiva em arquitetura |
| WBS | Work Breakdown Structure – Representação hierárquica do trabalho a ser realizado em um projeto, dividida em componentes gerenciáveis e detalhadas. |


